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Barbosa se afasta da relatoria de todos os processos do mensalão Há duas semanas, o ministro anunciou aposentadoria do Supremo

Diego Abreu

Publicação: 17/06/2014 12:10 Atualização: 17/06/2014 12:35

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, decidiu nesta terça-feira (17/6) se afastar da relatoria das execuções penais relativas ao processo do mensalão. Em documento divulgado nesta manhã, o ministro acusa vários advogados de sentenciados da Ação Penal 470 de terem agido politicamente e, por isso, afirma que optou por se afastar do caso. Há duas semanas, Barbosa anunciou que se aposentará do cargo de ministro do Supremo até o fim deste mês de junho.

Barbosa acrescentou que todo o processo será encaminhado ao vice-presidente do STF, Ricardo Lewandowski, "para que proceda a livre redistribuição dos feitos˜. Na prática, ainda não se sabe se Lewandowski poderá tomar decisões pendentes ou se ele sorteará um novo relator para o caso.

Barbosa explicou que todo o processo será encaminhado ao vice-presidente do STF, Ricardo Lewandowski (Carlos Moura/CB/D.A Press)
Barbosa explicou que todo o processo será encaminhado ao vice-presidente do STF, Ricardo Lewandowski


Ao longo do julgamento do mensalão, Joaquim Barbosa adotou postura rígida, votando pela condenação da maior parte dos réus. Em maio, revogou o direito ao trabalho externo da maior parte dos presos que cumprem pena em regime semiaberto e negou o pedido do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu para trabalhar fora do Complexo da Papuda.

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"Vários advogados que atuam nas execuções penais oriundas da AP 470 deixaram de se valer de argumentos jurídicos destinados a produzir efeitos nos autos e passaram a atuar politicamente, na esfera pública, através de manifestos e até mesmo partindo para os insultos pessoais, via imprensa, contra este relator", destacou Joaquim Barbosa, no ofício de apenas uma página.

Ele também mencionou que, na última sessão plenária do Supremo, na última quarta-feira (11/6), "este modo de agir" de advogados culminou "em ameaças contra a minha pessoa". O ministro se referiu ao defensor do ex-presidente do PT José Genoino, Luiz Fernando Pacheco, que subiu à tribuna do plenário do STF para pedir o julgamento de um recurso em que solicitava o direito de prisão domiciliar ao petista. Diante da insistência do advogado, Barbosa o expulsou do pleno. Na segunda-feira (16/6), o presidente do STF formalizou uma representação criminal contra Pacheco.

Diante dos recentes acontecimentos, Joaquim Barbosa justifica sua decisão de se afastar do caso."Assim, julgo que a atitude juridicamente mais adequada neste momento é afastar-me da relatoria de todas as execuções penais oriundas da AP 470, e dos demais processos vinculados à mencionada ação penal", frisou o presidente do Supremo.

Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Davi Moreira
Às vezes, Ministro, mesmo para romper a estrutura apodrecida precisamos muito mais do que simples. Por isso, Barbosa, o seu gesto, bravio e solitário, que nadou contra a correnteza nesse rio de lama em que afundou a moralidade, será o caminho que nos levará a construção do novo país. Avante Brasil! | Denuncie |

Autor: joao anacleto
Um contra todos e todos contra um,ai prevaleceu a pressão,seu legado ficará na mente de todos que passarem pelo STF,valeu pela atitude. | Denuncie |

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