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Novo relator do mensalão quer levar recursos a julgamento na próxima semana Urgência em votar os recursos se justifica porque "quem está preso, tem pressa" e que é preciso acabar com processos remanescentes do mensalão

Julia Chaib

Publicação: 18/06/2014 16:12 Atualização: 18/06/2014 16:12

Novo relator das execuções penais e outros processos do mensalão, o ministro Luís Roberto Barroso afirmou nesta quarta-feira (18/06) que quer levar os recursos relativos à Ação Penal 470 ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima semana. O ministro pedirá ao presidente da Corte, Joaquim Barbosa, para incluir os agravos na pauta de julgamentos da sessão marcada para a quarta-feira que vem (25), a última do semestre antes do recesso do judiciário.

“A ideia é pedir pauta para próxima sessão. Eu gostaria de entrar no recesso com isso decidido e gostaria de fazê-lo em plenário, na medida do possível”, disse o relator. Segundo Barroso, há mais de “uma dezena” de recursos relativos ao caso que estão pendentes. “Tem recursos relacionados à prisão domiciliar, relacionados à possibilidade de trabalho externo e cometimento de falta grave ou dentro do presídio ou durante a saída para trabalhar”, contou o ministro. Barroso afirmou que passará o fim de semana estudando o caso.

De acordo com o ministro, a urgência em votar os recursos se justifica porque “quem está preso, tem pressa” e que é preciso acabar com processos remanescentes do mensalão. “Quando a gente imaginava que Ação Penal 470 tinha acabado, ela ainda tem essa sobrevida inevitável. Quando recebi a notícia (de que havia se tornado relator) me lembrei de uma frase famosa de (Mikhail) Gorbachev (político russo) que diz assim 'Matar o elefante é fácil, difícil é remover o cadáver'. Portanto ainda temos aí um saldo da ação penal 470 para ser resolvido”, afirmou.

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Prestes a deixar a Corte, o presidente do Supremo se afastou ontem da relatoria do caso. Há duas semanas, o ministro anunciou que se aposentará até o fim do mês. Em ofício enviado ao vice-presidente do STF, Ricardo Lewandowski, Barbosa solicitou que ele redistribuísse o processos do mensalão e as execuções das penas a outro ministro. Barroso foi escolhido relator após sorteio eletrônico determinado por Lewandowski. “Eu acabei de chegar de viagem, tive essa notícia de que fui sorteado, ganhei esse prêmio e vou passar o fim de semana estudando, preciso estudar”, disse Barroso.

No documento em que informa o afastamento do caso, Barbosa diz que foi alvo de insultos e acusou vários advogados de agirem politicamente. Questionado sobre a ação dos advogados, Barroso afirmou que “não se sente pressionado por nada”.

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