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Depoimento de ex-presidente da Petrobras começa com pressão da oposição José Sergio Gabrielli foi acusado de crimes de prevaricação, gestão temerária no que se refere a sua atação na compra da Refinaria de Pasadena

Agência Brasil

Publicação: 25/06/2014 17:40 Atualização:

Ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli presta depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga irregularidades na estatal (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli presta depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga irregularidades na estatal

Começou com forte pressão da oposição o depoimento do ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, na comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) que investiga denúncias de irregularidades na estatal. Logo nas primeiras perguntas de parlamentares, Gabrielli foi acusado de crimes de prevaricação, gestão temerária no que se refere a sua atação na compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

Em um dos momentos em que parlamentares e Gabrielli subiram o tom, o deputado Rubens Bueno (PPS-PR) o questionou sobre a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma reunião, na Escandinávia, sobre a compra de Pasadena. O ex-presidente da Petrobras irritou o parlamentar ao dizer que ele estava fazendo “espetáculo” e negou que Lula tivesse tratado do assunto.

“O senhor tem todo o direito, como deputado de oposição, de fazer o espetáculo que o senhor quiser. Não é correto dizer que o presidente Lula participou de qualquer reunião sobre Pasadena. O Nestor [Cerveró] desmentiu isso aqui nessa própria casa. O presidente Lula jamais participou de qualquer reunião na Escandinávia sobre Pasadena”, disse.

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Gabrielli também foi questionado sobre a coincidência de valores e datas nas doações feitas por ele e pela atual presidenta da Petrobras, Graça Foster, para a campanha da presidenta Dilma Rousseff.

“O senhor doou para o comitê financeiro do PT na campanha de 2010, no dia 10 de agosto, R$ 12 mil. A presidente Graça Foster no mesmo dia, também doou R$ 12 mil. No dia 6 de setembro de 2010 o senhor doou para o comitê nacional de campanha da presidenta Dilma Rousseff R$ 12 mil. No dia 6 de setembro de 2010 a presidente Graça Foster doou os mesmos R$ 12 mil. Gostaria de saber se isso é coincidência, se os senhores são amigos tão próximos que foram juntos nas mesmas datas fazer as mesmas doações. Ou dentro da Petrobras, do setor energético, existe um padrão segundo os valores de salários sobre as doações de campanha?”, questionou o líder do Solidariedade, deputado Fernando Francischini.

O ex-presidente da Petrobras limitou-se a dizer que suas doações foram “legítimas e legais”, além de declaradas em seu imposto de renda. “Nós somos cidadãos que convivíamos, pelo menos, uma vez por semana durante oito, nove horas. Conversávamos várias coisas. A presidenta Graça é também filiada ao PT. Eu tenho muito orgulho de ser fundador do PT. Não tenho nenhum problema de assumir isso publicamente. Assumi, em todos os momentos, essa questão. Não vejo nenhum problema em ter contribuído para a eleição da presidenta Dilma e a eleição do presidente Lula. Fiz isso em um plano pessoal, como indivíduo, exercendo plenamente meus direitos políticos”, disse.

O interrogatório prossegue com a maioria dos questionamentos feita pela oposição. A maior parte das perguntas coincidem com as que foram feitas para Graça Foster em depoimento à mesma comissão.

Gabrielli tem dado explicações técnicas sobre o mercado de petróleo e voltou a dizer que considera que a compra de Pasadena foi um bom negócio no momento em que foi fechado. Ele negou que haja discordância entre sua visão e a da atual presidenta da estatal, que já declarou à CPMI que a aquisição da refinaria “não foi um bom negócio”. “A presidente Graça disse que foi um bom negócio naquele momento e que na visão de hoje não foi um bom negócio. Eu digo a mesma coisa”, repetiu.

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