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CPI Mista da Petrobras se reúne hoje para analisar 338 requerimentos Entre os requerimentos estão pedidos feitos pelo deputado Fernando Francischini (PR), líder do Solidariedade na Câmara, de quebra dos sigilos fiscal, telefônico e telemático (internet) do doleiro Alberto Youssef

Agência Senado

Publicação: 02/07/2014 10:38 Atualização: 02/07/2014 10:58

A CPI Mista da Petrobras deve se reunir nesta quarta-feira (2/7), às 14h, para analisar 388 requerimentos. Entre eles estão pedidos feitos pelo deputado Fernando Francischini (PR), líder do Solidariedade na Câmara, de quebra dos sigilos fiscal, telefônico e telemático (internet) do doleiro Alberto Youssef, preso em março pela Operação Lava Jato da Polícia Federal, acusado de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros crimes.

A quebra de sigilos do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa também está na pauta. Outro preso na Operação Lava Jato, Costa foi solto dois meses depois, mas voltou a ser preso no último dia 18, depois da descoberta de que ele teria contas no exterior, o que sugeriria uma possibilidade de fuga. Ao depor à CPI exclusiva do Senado, ele negou as acusações e se disse injustiçado.

A CPI Mista já realizou duas reuniões para depoimentos. Na semana passada, os parlamentares ouviram o ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli. A atual presidente da estatal, Graça Foster, já havia falado aos parlamentares no dia 11.

Para o relator da comissão, deputado Marco Maia (PT-RS), o momento agora é de análise dos documentos que já chegaram à CPI Mista, como os autos da Operação Lava Jato. "Precisamos agora nos aprofundar nas investigações dos documentos que já recebemos para que as perguntas tragam elementos novos", disse. A reunião está marcada para o plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.

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Diretora da ANP


A diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Magda Chambriard, falará à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, sobre a segurança das plataformas nos campos de exploração brasileiros.

A presença de Magda Chambriard foi solicitada pelo senador Anibal Diniz (PT-AC), que lembrou os relatos de acidentes ambientais e com trabalhadores (Divulgação/ Senado)
A presença de Magda Chambriard foi solicitada pelo senador Anibal Diniz (PT-AC), que lembrou os relatos de acidentes ambientais e com trabalhadores


A presença da executiva foi solicitada pelo senador Anibal Diniz (PT-AC), que lembrou os relatos de acidentes ambientais e com trabalhadores.

“Em 2001, o Brasil assistiu atônito ao naufrágio da P-36, no campo de Roncador, na Bacia de Campos. Com custo estimado de US$ 350 milhões, a plataforma tirou a vida de 11 trabalhadores. Mais recentemente, outros acidentes ocorreram nas plataformas PUB-3, no Rio Grande do Norte; PCM-9, em Sergipe; e SS-53, no Rio de Janeiro”, afirma o senador em requerimento.

A CPI deve abordar também a situação da P-62, lançada ao mar em janeiro deste ano. Pouco antes de a unidade entrar em operação, houve um acidente no estaleiro, que atrasou a conclusão do projeto. O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) reivindicou melhores condições de segurança, e o Ministério do Trabalho e Emprego chegou a a interditar a plataforma, que é do tipo FPSO (embarcação que produz, armazena e transfere óleo).

A ANP é uma autarquia criada em 1998 para regular as indústrias do petróleo, gás natural e biocombustíveis no Brasil. Além de estabelecer instruções e resoluções para o funcionamento do setor, a entidade é a responsável por fiscalizar as atividades da área, por isso os senadores querem ouvir a dirigente da agência.

A segurança nas plataformas é um dos quatro eixos de investigação da comissão que investiga irregularidades na Petrobras. Os senadores investigam também a compra da refinaria de Pasadena, negócio que deu prejuízo à estatal brasileira; acusações de superfaturamento na construção de refinarias; e denúncias de pagamento de propina a funcionários pela companhia holandesa SBM Offshore.

Da CPI da Petrobras só participam senadores da base aliada do governo, visto que os oposicionistas optaram por participar somente da CPI Mista, que funciona em paralelo, com a participação de deputados.

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