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Eleições 2014: ficha suja barra um de cada cinco políticos impugnados Dos 1.849 candidatos que tiveram o pedido de cassação do registro pelo MP, 362 são de políticos enquadrados na lei que impede a participação de políticos condenados pela Justiça

Diego Abreu

Publicação: 18/07/2014 07:00 Atualização: 17/07/2014 23:36

Perto do fim do prazo para que o Ministério Público Eleitoral (MPE) conteste os registros de candidatura em todos os estados do país, o número de impugnações cresce a cada dia, principalmente em razão da Lei da Ficha Limpa. Números apurados até a noite de ontem mostram que o MPE pediu que a Justiça Eleitoral negue o registro a 1.849 postulantes aos cargos de deputado distrital, estadual e federal, além de senador e governador, dos quais pelo menos 362 (20% do total) foram denunciados por supostamente serem fichas sujas.

Os números são parciais, pois ainda não englobam as impugnações de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. Em estados como o Ceará, o Maranhão e o Piauí, por exemplo, os dados ainda não são definitivos. No entanto, o último balanço já aponta uma quantidade maior, em 2014, de contestações de candidaturas baseadas na Lei da Ficha Limpa na comparação com as últimas eleições gerais de 2010.

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Há exatos quatro anos — em 17 de julho de 2010, quando os dados ainda eram parciais —, a quantidade de impugnações chegava a 2.521, das quais 330 se referiam à Ficha Limpa. Em 2014, o número de pedidos do MPE para barrar candidaturas já é superior — são 362 — e ainda tende a aumentar consideravelmente depois do fechamento do balanço relativo a São Paulo, o que deve acontecer somente no começo da semana que vem. Além das contestações apresentadas pelo MPE, há também um leque de candidatos impugnados por adversários, pelos partidos e pelas coligações. Os dados, porém, ainda não foram consolidados pelos tribunais regionais eleitorais.

A lei que impede políticos com o histórico de condenação por órgão colegiado de registrarem candidatura terá efetividade total pela primeira vez em uma eleição geral. Em 2010, a Ficha Limpa foi aplicada, mas, no ano seguinte, todas as anulações de candidaturas com base na regra acabaram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal, por força do entendimento de que a norma não poderia entrar em vigor menos de um ano depois da publicação da lei.

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Autor: Domingos Cabral
Redundante argumentar que Lei da Ficha Limpa, não terá validade nas próximas eleições. Lei é para ser cumprida e não discutida. Fora corruptos, fora mensaleiros. Acorda Brasil . | Denuncie |

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