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Dos 594, 49 congressistas desistiram de tentar um novo mandato nas urnas Lista inclui políticos com larga experiência no parlamento, como Pedro Simon, José Sarney e Inocêncio Oliveira

Andre Shalders - Correio Braziliense

Publicação: 28/07/2014 06:00 Atualização: 28/07/2014 08:28

Simon: 'Cheguei à conclusão de que não conseguirei produzir mais nada de novo na política e no parlamento' (Monique Renne/CB/D.A Press - 1/2/13)
Simon: "Cheguei à conclusão de que não conseguirei produzir mais nada de novo na política e no parlamento"

Idade, problemas de saúde, frustração com a política e a vontade de cuidar de negócios anteriores à vida pública. Essas são algumas das razões alegadas por congressistas que, mesmo contando com a fidelidade do eleitorado nos estados de origem, não tentarão voltar a Brasília para uma nova legislatura. Ao todo, 12 senadores e 37 deputados federais descartaram tentar a reeleição nem concorrerão a outros cargos fora do parlamento. Além do senador e ex-presidente da República José Sarney, a leva inclui outros parlamentares com extensa trajetória na vida pública, como os senadores Epitácio Cafeteira (PTB-MA) e Casildo Maldaner (PMDB), ambos ex-governadores. Na Câmara, Inocêncio Oliveira (PR-PE), que chegou a presidir a Casa, vai pendurar as chuteiras este ano, após 40 anos consecutivos como deputado federal.

“Em 31 de janeiro, vou completar 85 anos de idade e 65 anos de vida pública. Comecei na política aos 20 anos, no movimento estudantil da época, e, desde então, não passei um único dia sem mandato. Tem sido uma luta árdua”, admite o senador gaúcho Pedro Simon (PMDB-RS). “Cheguei à triste conclusão de que não conseguirei produzir mais nada de novo na política e no parlamento. Ou fazemos uma mudança radical ou então iremos de mal a pior, sob todos os aspectos”, disse. Segundo assessores, a pressão da família e problemas de saúde também pesaram na decisão. A partir de 2015, o parlamentar pretende viajar pelo país dando palestras a universitários sobre o valor da política e da cidadania. “É claro que sentirei saudades da tribuna”, reconheceu ele. Outros, como o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP), pretendem voltar à vida anterior. “Vou cuidar dos meus livros agora e da carreira de educador”, declarou Chalita, recentemente.

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Muitos dos parlamentares ouvidos pelo Correio, no entanto, fazem questão de ressaltar que o afastamento dos cargos eletivos não significa deixar a política. Alguns deles atuarão em campanhas de correligionários e na defesa dos presidenciáveis apoiados por seus partidos, como os deputados federais paranaenses Dr. Rosinha (PT) e Aberlardo Lupion (DEM). Os dois integram a coordenação das campanhas de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), respectivamente, estado.

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Esta matéria tem: (4) comentários

Autor: valdeci sousa
Eleitor isso representa apenas 8,25% dos parlamentares muito pouco a lei deveria obrigar renovação total. | Denuncie |

Autor: valdeci sousa
Gostaria de ve algo publicado sobre suas ações no parlamento, mas claro com as despesas pagas com o dinheiro roubado. | Denuncie |

Autor: Jose Maria Camargo
Infelizmente os resultados gerados pela Câmara de Deputados e Senado Federal, são pífios e não geram a mudança que o País precisa! Entra ano e sai ano a situação tem apenas se deteriorado. Educação, Saúde, Segurança e os rumos para o Brasil. Alguns políticos entram pobres e saem ricos! Milagre... | Denuncie |

Autor: geraldo santos
É uma pena que alguns deles merecem continuar lá, mas a maioria nem devia ter sido eleita. Dentre os citados existe alguns. | Denuncie |

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