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Dilma Rousseff: "Não acho que estou sendo desgastada por Pasadena" Durante sabatina a um grupo de veículos de comunicação, presidente diz que episódio mostra "conduta muito decente"

Grasielle Castro - Correio Braziliense

Publicação: 28/07/2014 18:43 Atualização: 28/07/2014 19:34

A crise que o governo federal mergulhou após a revelação da presidente de que a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras, iniciada em 2006, foi feita com base em um parecer falho foi minimizada ontem pela própria Dilma Rousseff. Ela, inclusive, disse acreditar que o episódio pesa em seu favor, por mostrar “uma conduta muito decente”. “Não acho que estou sendo desgastada por Pasadena. Pelo contrário, eu acho que Pasadena mostra que sempre tive uma conduta muito decente nos cargos públicos”, disse em sabatina conjunta do SBT, da Jovem Pan, do UOL e da Folha de S. Paulo.

Dilma ressaltou que a decisão pela aquisição da refinaria não foi apenas dela, mas de todo colegiado. “Estavam presentes no conselho naquele momento alguns empresários e pessoas de grande experiência na área de negócios”, explicou a presidente. Ela enfatizou ainda que não foi responsabilizada na auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), que pede que sejam devolvidos US$ 792 milhões aos cofres públicos. “Tanto o TCU quanto o Ministério Público perceberam as condições e eu fui afastada desse processo. Não tem como me condenar por Pasadena”, argumenta.

A candidata à reeleição também rebateu as críticas de que tenha cedido as pressões do PR para trocar o comando do Ministério dos Transportes como condição para garantir o minuto de propaganda política que a coligação lhe rendeu. No mês passado, Dilma trocou César Borges por Paulo Sérgio, que já tinha ocupado a chefia do ministério. De acordo com ela, chantagem seria se ela tivesse colocado na pasta uma pessoa em quem ela não confia. O caso do mensalão foi outro alvo de críticas da presidente. Para ela, houve uma discrepância na investigação, em comparação com um caso semelhante em Minas Gerais. “Nessa história com relação ao PT, tem dois pesos e duas medidas”, alegou.

No fim da entrevista, ao ser questionada sobre os R$ 152 mil que declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) guardar em espécie, Dilma lembrou os tempos em que viveu fugida e disse que é de outro tempo. “Sete anos eu vivi fugida. São as coisas que você incorpora. (...) Já vivi sem dinheiro, com dinheiro. Tenho essa mania com os meus R$ 152 mil que vocês não vão mudar. Eu sou mineira”, brincou.

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