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Diap divulga "100 cabeças" do Congresso em 2014 Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar apresenta relação de parlamentares mais influentes com 11 nomes diferentes do ano passado. Tendência é mudar mais ainda

Julia Chaib

Publicação: 29/07/2014 15:01 Atualização: 29/07/2014 15:04

Doze parlamentares saíram da relação dos 100 deputados federais e senadores mais influentes no Congresso Nacional deste ano feito pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP). Entre os motivos para os congressistas que figuravam na lista passada deixarem o levantamento, estão a mudança de cargo, escândalos políticos e perda de força entre colegas. Para 2015, a tendência é que mais congressistas saiam da relação. Isso porque sete decidiram deixar a política e outros 23 concorrerão a cargos fora da Casa. O Diap faz a lista “Cabeças do Congresso” há 21 anos e considera somente os com mandato ativo. Segundo o levantamento, o partido com o maior número de líderes no parlamento é o PT, seguido pelo PMDB. Do total, 63 são deputados e 37, senadores.

Na lista dos 100 mais influentes no parlamento com mandato até 2019, 14 disputarão cargos fora do Congresso Nacional, sendo quatro concorrendo ao governo de mesmo estado, portanto, 12 podem ficar de fora da lista dos cabeças no próximo ano. Estão nessa lista, o senador Aécio Neves, candidato a presidência da República, Rodrigo Rollemberg, que disputará o governo do Distrito Federal e Gleise Hoffmann (PT-PR), postulante ao governo paranaense. Com mandato terminando agora, estão nove parlamentares que concorrem a governos ou cargos na Assembleia Legislativa.

Para o diretor de Documentação do Diap, Antônio Augusto de Queiroz, o Congresso terá como desafio no próximo ano eleger uma nova elite política. “Eles são os comandantes do processo decisório. Definem a pauta e os outros chancelam”, avalia. Sobre os 11 que saíram, Antonio explica que entre os motivos estão fatores como perda de prestígio, mudança de partido ou escândalos políticos. O deputado André Vargas, por exemplo, figurou na lista no ano passado, mas saiu dela após ser citado nas investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Entre os fatores considerados pelo Diap para a inclusão no levantamento, está o fato de a pessoa ocupar um cargo de liderança no partido, a capacidade de conduzir negociações e a interlocução com os colegas. O prestígio com o governo e a capacidade de formulação de propostas. Além dos “cabeças”, a lista traz também aqueles com grande chance de entrar na relação, que seriam parte dos 150 mais influentes. “Os que estão em ascensão são os que tem chances de, sendo reeleitos, assumirem os que ficarão livres”, diz Queiroz.

Debate intenso

Na avaliação do cientista político professor da Universidade de Brasília (UnB) Paulo Kramer, as reformas nortearão o debate do Congresso no próximo ano. “Nós temos um ano difícil que vai exigir do Congresso e do Executivo a negociação de reformas que tirem a economia brasileira do seu atual estado de estagnação. As reformas dos códigos já estão sendo discutidas e questões ligadas a segurança pública. Temos sempre a expectativa de que decisões difíceis sejam tomadas no primeiro ano do governo”, avalia. Kramer também acredita que a reforma no esporte e no futebol sejam tema a serem tratados no parlamento no ano que vem depois da atuação do Brasil na Copa do Mundo.

Parlamentares que entraram

Dep. Pauderney Avelino (DEM-AM)

Dep. Antonio Imbassahy (PSDB-BA)

Dep. Magela (PT-DF)

Dep. Bernardo Santana de Vasconcelos (PR-MG)

Dep. Domingos Sávio (PSDB-MG)

Dep. Fábio Trad (PMDB-MS)

Dep. Eduardo da Fonte (PP-PE)

Sen. Ciro Nogueira (PP-PI)

Sen. Gleise Hoffmann (PT-PR)

Dep. Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR)

Dep. Pepe Vargas (PP-RS)

Dep. Vieira da Cunha (PDT-RS)


Parlamentares que saíram

Dep. Abelardo Lupion (DEM-PR)

Dep. André Vargas (sem partido-PR)

Dep. Antônio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP)

Dep. Osmar Serraglio (PMDB-PR)

Dep. Otávio Leite (PSDB-RJ)

Dep. Ricardo Berzoini (PT-SP) *

Dep. Rose de Freitas (PMDB-ES)

 

Dep. Ségio Guerra (PSDB-PE) **

 

Sen. Blairo Maggio (PR-MG)

Sen. Gim Argello (PTB-DF)

Sen. Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)

Sen. Lúcia Vânia (PSDB-GO)

* Deixou de ser deputado e tornou-se ministro das Relações Institucionais da Presidência da República

 

** Morto em março deste ano

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