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Sem testemunhas de Vargas, Conselho de Ética encerra fase de instrução André Vargas é acusado de envolvimento com o doleiro preso pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato Alberto Youssef

Naira Trindade

Publicação: 29/07/2014 15:30 Atualização: 29/07/2014 16:19

Sem a presença das duas últimas testemunhas de defesa e do deputado federal André Vargas (sem partido-PR), o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados encerrou a fase de instrução do processo que pode pedir a cassação do parlamentar por quebra de decoro. Ele é acusado de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato. Em janeiro, Vargas viajou com a família em um jato emprestado pelo doleiro. Em sua defesa, o parlamentar alegou ser amigo de Youssef há 20 anos.

Esperados para depor, o coordenador operacional da Arquidiocese de Aparecida, Denir Campos, e o consultor jurídico do Ministério da Saúde Fabrício de Oliveira Braga não compareceram. Encerrada a fase de instrução, o relator do processo, Júlio Delgado (PSB-MG), tem dez dias para concluir o relatório. Delgado adiantou, porém, a intenção de terminar o relatório a tempo de ser analisado no esforço concentrado da semana que vem, em 5 e 6 de agosto.

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Foram ouvidos durante o processo apenas sete das 16 testemunhas arroladas. Ao conselho, os sócios do Labogen, Leonardo Meirelles e Esdras Ferreira, tentaram minimizar a participação do congressista na atuação da Labogen junto ao Ministério da Saúde para obter contrato de R$ 35 milhões. Delgado disse que está à disposição para ouvir Vargas até sexta-feira (1º de agosto), quando pretende elaborar seu voto. Nem o deputado acusado nem o advogado de defesa, Michel Saliba, participaram da sessão de encerramento da fase de instrução nesta tarde. Segundo Delgado, Saliba protocolou reclamação à Secretaria do Conselho de Ética alegando estar dentro do prazo de análise do processo, que vence na sexta (1°). O advogado considerou “uma ilegalidade” encerrar as instruções neste período.

O deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) aproveitou depoimento para reforçar que o amigo "não fez lobby". Também foram ouvidos o prefeito de Apucarana (PR), Carlos Alberto Gebrim Preto, que falou sobre o empréstimo do jatinho, e o capitão da Marinha Paulo Ricardo de Souza e Souza, que explicou o convênio da corporação com o Ministério. Já o dono da empresa que forneceu a aeronave ao deputado, Bernardo Tosto, e Roberto Vezozzo (defesa) responderam às perguntas por e-mail.

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