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SABATINA CNI » Dilma defende política de desonerações e extrapola tempo de fala Durante sabatina na Confederação Nacional da Indústria, presidente usa quatro minutos a mais que os oponentes e reafirma atual modelo econômico do governo

Andre Shalders - Correio Braziliense

Amanda Almeida

Paulo de Tarso Lyra - Correio Braziliense

Publicação: 30/07/2014 16:43 Atualização: 30/07/2014 17:20


 (Bruno Peres/CB/D.A Press)


A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) utilizou cerca de quatro minutos a mais que os concorrentes Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) durante a apresentação inicial ao empresariado na sabatina promovida hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Dilma justificou-se pela sua "condição diferenciada" de ocupante da Presidência. "Eu tenho poucas coisas a falar, mas são essenciais. Bom... É que a minha situação é diferenciada. Eu tenho que dizer o que é que eu fiz, né? Não é só o que eu vou fazer. Eu quero lhes dizer: se eu fiz, sou capaz de fazer". De acordo com a assessoria da CNI, as regras da sabatina foram fixadas em acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para garantir a isonomia entre os candidatos.

Dilma defendeu a política industrial adotada pelo país atualmente, apoiada, segundo ela, em medidas como a desonerações de tributos e o oferecimento de crédito subsidiado para o investimento, principalmente por meio do BNDES e do Programa de Sustentação do Investimento (PSI). Citou também os programas de qualificação de mão de obra como o Pronatec. "Nós temos um amplo compromisso com a pauta da competitividade. Só quem sempre defendeu abertamente e executou uma política industrial pode assumir o compromisso crível de fazer mais pela indústria", afirmou Dilma.



A presidente também aproveitou para alfinetar as gestões do PSDB no governo federal e os chamados "pessimistas". "O fato é que muitos conspiram aberta ou envergonhadamente contra o financiamento público pelo BNDES dos investimentos. Afirmo a vocês que esse tipo de crítica se origina dos mesmos que questionam as desonerações, as compras governamentais e combatem a própria existência da política industrial. Tais posições ecoam o passado", frisou ela, endereçando os dois governos de Fernando Henrique Cardoso. "A pior coisa que pode acontecer com o governo, com os empresários é ficar pessimista quando se tem de enfrentar um desafio ou uma crise. Em todas as atividades, especialmente na economia, ele tem consequências graves, porque decisões de investimento são extremamente sensíveis a expectativas", comentou a presidente.

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