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Desaparecimento de Amarildo é semelhante ao caso Rubens Paiva, diz CNV Coordenador da comissão, Pedro Dallari afirma que sistema de tortura do regime militar continua ser aplicado pelas polícias no Brasil

Publicação: 01/08/2014 17:41 Atualização: 01/08/2014 17:55

Ao fazer um balanço dos depoimentos de agentes da repressão durante o regime militar à Comissão Nacional da Verdade (CNV) nas duas últimas semanas, o coordenador do órgão, Pedro Dallari afirmou, nesta sexta-feira (1º), que o sistema de tortura da ditadura militar continua a ser utilizado pela segurança pública do Brasil. O coordenador também afirmou que o caso do pedreiro Amarildo de Souza, morador da Rocinha, no Rio, detido na comunidade por policiais militares em 14 de julho de 2013, levado à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), torturado e morto, cujo corpo nunca foi encontrado, remete ao caso Rubens Paiva, dado como desaparecido durante o regime militar.

Ativista político com atuação no Rio de Janeiro, Rubens Paiva teve sua morte confirmada mais de 40 anos depois, após depoimentos de ex-militares envolvidos no caso. Ele foi torturado e assassinado nas dependências de um quartel militar entre 20 e 22 de janeiro de 1971. "O caso Amarildo é o caso Rubens Paiva", comparou Dallari. Na avaliação do coordenador, casos de desaparecimentos de pessoas em poder da polícia continuam a acontecer porque a tortura ainda é vista como algo comum e corriqueiro. “No país ainda se usa mecanismos criados desde a época de Getúlio Vargas. Temos que desmontar esses aparelhos de terror", disse, referindo-se à tortura e coerção de presos, endossou a ex-coordenadora da CNV Rosa Cardoso.

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Nas duas últimas semanas, 38 pessoas foram convocadas e 23 delas compareceram para prestar depoimentos à comissão, em Brasília e no Rio de Janeiro. A Comissão Nacional da Verdade, instituída para colher depoimentos e levantar fatos históricos do Brasil durante a ditadura (1964-1985), está em fase de conclusão dos trabalhos e entregará seu relatório à presidência da República e demais órgãos de governo em 10 de dezembro, quando se comemora o Dia Mundial dos Direitos Humanos.
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Autor: Paulo Costa
E as mortes de Celso Daniel, de Toninho do PT, das testemunhas? São por acaso diferentes? Porque o "mago" Gilberto Carvalho e outras "autoridades" do Partido das Trevas (incluindo Lula) não processaram o autor de graves denúncias, Tuma Jr, em seu Livro "Assassinato de Reputações - um Crime de Estado? | Denuncie |

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