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Cabos eleitorais de luxo inflacionam mercado de "candidaturas" Prática comum nas campanhas, prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias chegam a cobrar R$ 40 por voto na conquista de eleitores para deputados estaduais e federais

Leonardo Augusto

Publicação: 03/08/2014 08:07 Atualização: 02/08/2014 20:30

Belo Horizonte — A disputa eleitoral termina e o candidato vê que obteve número expressivo de votos em um município onde, pessoalmente, não distribuiu um santinho sequer. Parece mágica, mas a verdade é que por trás da expressiva votação existe um responsável, que passa quase sempre despercebido durante a campanha. São cabos eleitorais de luxo: prefeitos, vereadores e lideranças que cobram caro para abraçar as candidaturas a deputado estadual e federal. Com planilhas bem organizadas, têm na ponta do lápis a quantidade de votos que podem render. Tudo depende de quanto o concorrente está disposto a desembolsar. O serviço é tão requisitado que gerou atrito entre deputados estaduais e federais. As ofertas estariam altas demais, inflacionadas por candidatos com maior poder financeiro.

Com base em quanto estão cobrando os cabos de luxo, o voto, por exemplo, em Minas Gerais custa hoje entre R$ 35 e R$ 40. Uma liderança de Matozinhos, município com 28 mil eleitores na Grande Belo Horizonte, garante que, com R$ 30 mil, consegue 800 votos para um deputado estadual ou federal. O serviço oferecido inclui pagamento de pessoal para distribuição de material de campanha, lanche para a equipe, um veículo para transporte equipado com som, panfletos, além do aluguel de uma sala. Questionado sobre com quanto ficaria, a liderança, que assim como outros colegas de função evita se expor, responde: “você acredita que a gente nem se preocupa tanto com isso? A gente quer é dar o resultado. Se o candidato chegar na urna e não achar voto, eu piro”, afirma.

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O mesmo desprendimento em relação ao dinheiro é demonstrado por um vereador de Santa Rita do Sapucaí, cidade com 30 mil eleitores na Região Sul de Minas. “Me preocupo com o resultado. Não adianta prometer e não conseguir cumprir. É o meu nome que está em jogo”, diz. O parlamentar repete as contas feitas pela liderança de Matozinhos. “É mais ou menos isso mesmo, R$ 35 a R$ 40 por voto.” Orgulhoso do serviço, relembra o trabalho realizado na eleição de 2010: “teve deputado que veio aqui uma vez e, mesmo assim, conseguiu 702 votos na cidade”.

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