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ELEIÇÕES » "O atual governo deixará como legado a estagflação", critica Aécio Neves Durante evento em São Paulo, tucano defendeu que país precisa crescer e controlar inflação

Agência Brasil

Publicação: 03/08/2014 17:21 Atualização:

Aécio participou de caminhada em São José dos Campos, ao lado de outros tucanos (Marcos Fernandes/ObritoNews)
Aécio participou de caminhada em São José dos Campos, ao lado de outros tucanos

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB), afirmou hoje (3), ao participar de caminhada em São José dos Campos, no interior paulista, que o Brasil está passando por uma estagnação do crescimento e manifestou preocupação com a possibilidade de alta da inflação. O governador Geraldo Alckmin, candidato à reeleição, acompanhou Aécio na caminhada.

“Infelizmente o atual governo deixará como legado a estagflação, com a estagnação do crescimento. Vamos ser o último país em crescimento na América do Sul, com a inflação ultrapassando o teto da meta. Sem crescimento, não há, obviamente, desenvolvimento de nossas várias potencialidades”, afirmou o senador mineiro, que defendeu as privatizações feitas no governo de Fernando Henrique Cardoso (1º de janeiro de 1995 a 1º de janeiro de 2003).

"O que acontece aqui [São José dos Campos], o que vem acontecendo aqui, ao longo dos últimos anos – eu destaco, inclusive, o processo de privatização da Embraer [Empresa Brasileira de Aeronáutica] – permitiu ao Brasil buscar novas fronteiras", afirmou o candidato tucano. Aécio disse que o desenvolvimento das regiões deve ser inspirado no parque tecnológico da cidade paulista, que, para ele, “é a mais mineira das cidades paulistas". São José abriga instituições renomadas como o Instituto Tecnológico de Aeronáutica, o Centro Técnico Aeroespacial e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Ele reafirmou que o Brasil precisa deixar de ser mero exportador de commodities e desenvolver a sua indústria e questionou a opção pelo consumo para expandir a economia. “Nos últimos anos, o Brasil apostou no crescimento da economia quase exclusivamente via consumo, por meio do crédito farto. Isso foi, e ainda é, importante, mas o governo falhou na outra ponta, no que seria a criação de um ambiente adequado para a chegada dos investimentos ao país, ajudando no momento em que se limita o consumo.”

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