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Candidatos à presidência abordam temas econômicos em campanha Enquanto Eduardo Campos promete rever a tabela do Imposto de Renda e estudar a tributação das grandes fortunas, Dilma defende o setor de energia do país e diz que é impossível fazer projeções sobre o aumento da tarifa nos próximos meses

Publicação: 06/08/2014 08:30 Atualização:

Eduardo, ao lado de Marina, participou de um encontro com entidades de classe de auditores fiscais, no Rio de Janeiro: peso dos impostos (PSB/Divulgação)
Eduardo, ao lado de Marina, participou de um encontro com entidades de classe de auditores fiscais, no Rio de Janeiro: peso dos impostos

Adversários na corrida ao Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff (PT) e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) abordaram ontem temas ligados à economia em eventos de campanha. A petista visitou pela primeira vez as obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Ao destacar o potencial hidrológico do país, ela disse que não é possível fazer uma projeção do aumento das tarifas de energia e atacou novamente os “pessimistas”. Já o socialista prometeu não aumentar a carga tributária do país, caso seja eleito.

Eduardo Campos voltou a atacar o peso dos impostos na economia do país. Disse que vai atualizar o Imposto de Renda, fazer uma reforma tributária e conceder benefícios sociais, como o passe livre para estudantes. “Uma decisão precisa ser tomada no Brasil: não aumentar impostos. Todos os governos aumentaram os impostos e, na medida que se toma a decisão de não aumentar, aí sai a reforma tributária”, disse no Rio de Janeiro, depois de encontro com entidades de classe de auditores fiscais.

Um dia depois do candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, afirmar que vai discutir a taxação das grandes fortunas, Campos defendeu uma tributação específica para esse público. “Precisamos aumentar tributo e fazer uma reforma para que os que podem mais paguem mais que os que podem menos”, disse o candidato.

Campos comentou que a tabela do Imposto de Renda tem defasagem de 60% “acumulada desde o governo do PSDB. “Precisamos sim fazer justiça e reajustar a tabela para não ter a realidade de hoje, com famílias que ganham R$ 1,8 mil pagando IR”, afirmou.

O ex-governador criticou novamente a política energética da gestão petista e disse que o governo federal está “engavetando” reajustes nos preços de energia e gasolina e fará um tarifaço depois das eleições. “Chega a ser deprimente essa prática política ser feita nos dias de hoje.”

Sobre as denúncias envolvendo a Petrobras, Campos disse que a empresa terá uma governança profissionalizada caso ele seja eleito. “Vamos garantir que (a Petrobras) terá condições de seguir seu plano estratégico de investimento, dentro de uma política de desenvolvimento do setor energético que será revista para uma matriz que queremos cada vez mais limpa”, afirmou.

Dilma teve uma agenda 'casada' de candidata e presidente ao visitar as obras da hidrelétrica de Belo Monte ( Ichiro Guerra/Divulgação)
Dilma teve uma agenda "casada" de candidata e presidente ao visitar as obras da hidrelétrica de Belo Monte


Em Belo Monte

“O pessimismo diz o seguinte: vai ter apagão na Copa. Não houve racionamento durante a Copa e nem vai haver racionamento depois da Copa. Porque nós vivemos uma situação em que investimos muito, tanto em transmissão quanto em geração”, disse Dilma, ao visitar as obras de Belo Monte. A petista comparou o desempenho de seu governo com o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “Para se ter uma ideia, em meus quatro anos, em geração, empatamos com os oito anos do governo Fernando Henrique”, afirmou.

Dilma garantiu que não há risco de racionamento no país. “Eles fizeram em torno de 10 mil (quilômetros). Nós fizemos 21 a 22 mil. Nós nos preparamos para isso. Óbvio que dependemos da hidrologia, mas este país, hoje, quando diminuem as chuvas, não entra em racionamento, como entrava no passado”, disse.

Em agenda “casada” com a de presidente, Dilma sobrevoou as obras em avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e gravou cenas para seu programa eleitoral na televisão. O PT informou que ressarcirá os cofres públicos pelo voo. Dilma cumprimentou os funcionários com beijos e almoçou no “bandejão” do canteiro de obras.

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Questionada sobre o aumento de tarifas, ela disse que ainda não há cálculo exato. “É muito difícil estabelecer hoje qual é o impacto da tarifa. Somos um país que tem um regime hidrológico muito sensível à água. Não só em termos de quantidade de energia disponível, mas sensível em termos de preço.”

Maior obra de infraestrutura do governo petista, com custo de quase R$ 30 bilhões, Belo Monte é alvo de protesto de ribeirinhos e índios e foi defendida enfaticamente pela presidente. “Achamos que a grande vantagem do Brasil é possuir ainda potencial hidrelétrico”, disse. Provocada sobre o impacto do empreendimento e as compensações ambientais, Dilma questionou: “Você preferia ficar sem luz?”. “Pagar bastante caro pela tarifa de energia também, né?”, completou.

A obra está prevista para ser entregue em 2019. Será a maior usina hidrelétrica 100% brasileira, e a terceira maior do mundo.

Dilma fica com 24 segundos a menos

O Tribunal Superior Eleitoral refez ontem à noite os cálculos do tempo a que cada coligação ou partido terá direito no horário eleitoral gratuito e aprovou uma resolução para a divisão da propaganda de rádio e tevê. Com a nova conta, a presidente Dilma Rousseff (PT) perde 24 segundos, e os candidatos Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves ganham, respectivamente, 14 segundos e 4 segundos. Dessa forma, Dilma terá 11 minutos e 24 segundos; Aécio, 4 minutos e 35 segundos; e Eduardo Campos, 2 minutos e
3 segundos. Ontem à noite, o TSE aprovou também o registro das candidaturas de Eduardo Campos e de Luciana Genro (PSol).

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