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Aécio desiste de se licenciar do mandato de senador durante campanha O candidato cogitava se afastar do cargo para se dedicar integralmente à campanha, mas foi desestimulado por colegas no Senado

Amanda Almeida

Publicação: 06/08/2014 08:35 Atualização:

Aécio chega para encontro na Associação Médica de Brasília: críticas à condução da saúde pública (Carlos Moura/CB/D.A Press)
Aécio chega para encontro na Associação Médica de Brasília: críticas à condução da saúde pública

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, desistiu nessa terça-feira (5/8) de se licenciar do mandato de senador durante a campanha eleitoral. O tucano decidiu, no entanto, abrir mão da remuneração mensal entre julho e outubro. A estratégia garante a Aécio a estrutura do gabinete e a tribuna do Senado para criticar a gestão da presidente Dilma Rousseff, sua adversária em outubro. Ontem, em encontro com a Associação Médica de Brasília (AMBr), ele acusou a petista de usar ministros como “marqueteiros” e prometeu uma “revolução” na saúde.

Aécio cogitava se afastar do cargo para se dedicar integralmente à campanha. Mas foi desestimulado por colegas no Senado, que usaram como argumento um possível enfraquecimento da oposição à gestão petista na Casa. “Nós, oposição, somos apenas 17% do Senado. E, se eu saísse, acabaria estimulando meus colegas que são candidatos a fazer o mesmo”, explicou Aécio, acrescentando que seu suplente não assumiria o cargo, já que, pelas regras da Casa, isso só ocorre em afastamentos de mais de 120 dias. Aécio devolverá os R$ 26,7 mil mensais até outubro, mas manterá os funcionários no gabinete.

Com a desistência, Aécio garante ainda a chance de poder subir à tribuna para atacar a presidente Dilma. Ontem, no entanto, ele preferiu não se envolver no embate entre governo e oposição sobre denúncias de manipulação nos depoimentos à CPI do Senado. Para o senador José Agripino Maia (DEM-RN), coordenador-geral da campanha de Aécio, a participação do tucano nessa discussão faria com que o PT acusasse a oposição de “politizar” o assunto. Com ou sem Aécio, esse foi exatamente o discurso do governo na tribuna.

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Antes de participar da sessão do Senado, Aécio esteve na AMBr, onde foi muito aplaudido pela categoria, insatisfeita com a condução da presidente Dilma na área, especialmente com o Programa Mais Médicos. No evento, o tucano prometeu criar uma carreira nacional para esses profissionais, caso seja eleito. Indiretamente, ele atacou o Mais Médicos várias vezes no discurso, mas não disse que acabaria com o programa.

Unidades regionais

“Os cubanos têm prazo de validade. Ficarão aqui por três anos. O que eu pretendo é que não haja mais a necessidade de médicos estrangeiros no Brasil. Ao longo do tempo, as nossas políticas, ações, permitirão que essas vagas sejam ocupadas por brasileiros, formados, que passem pelo Revalida”, disse Aécio. O Mais Médicos prevê a permanência de profissionais estrangeiros no país por três anos, prorrogáveis por mais três.

Para área, Aécio prometeu ainda a criação de unidades regionais. “O nosso programa propõe a criação de cerca de 500 grandes unidades regionais no país de 5,5 mil municípios, onde o cidadão chegue, seja atendido pelo médico, seja encaminhado para o exame e já saia dali com remédios. Vamos fazer verdadeira revolução na saúde pública”, afirmou.

Aos médicos, o senador disse ainda que não fará marketing em sua gestão. “O meu governo não estará preocupado com marcas, com slogans. No meu governo, não terá os ministros mais importantes atuando como marqueteiros do governo. O que eu quero é resultado. O PAC é um conjunto de investimentos, alguns iniciados, alguns poucos concluídos, e grande parte deles pelo meio do caminho, abandonados”, declarou, em referência à presença de ministros de Dilma em eventos de campanha.

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