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Presidenciáveis arrecadam 15% a menos que candidatos de 2010 Prestação de contas divulgada pelo TSE revela que os três principais presidenciáveis arrecadaram menos nestas eleições

Amanda Almeida

Publicação: 07/08/2014 08:54 Atualização: 07/08/2014 09:19

Os três principais candidatos à Presidência — Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) — arrecadaram, na primeira fase da campanha, cerca de 15% a menos do que os três concorrentes com melhor colocação nas eleições de 2010, considerando a inflação acumulada nesses quatro anos. Os números, divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ontem, mostram, no entanto, que a disputa pelo Palácio do Planalto não deixou de movimentar cifras milionárias. Os 11 candidatos ao Planalto gastaram R$ 11,9 milhões até agora, sendo que 96% do valor foi desembolsado pelas campanhas dos três principais postulantes ao cargo. A companhia global de alimentos JBS, dona da marca Friboi no Brasil, foi a maior financiadora dos presidenciáveis: doou R$ 10 milhões até agora.

O TSE divulgou ontem os dados da primeira prestação de contas. Dilma, Aécio e Eduardo arrecadaram R$ 21,8 milhões, 99% do total declarado pelos 11 candidatos à Presidência. A petista lidera, por ora, o ranking de doações. Conseguiu R$ 9,6 milhões, valor menor do que ela entregou à Justiça eleitoral na primeira prestação de 2010 (R$ 11,8 milhões em valores da época). Já a receita declarada pelo tucano foi de R$ 8,1 milhões. Aécio melhorou a primeira parcial do PSDB. Em 2010, o ex-governador José Serra, então candidato do partido, disse ter conseguido R$ 3,6 milhões. Eduardo apontou como receita inicial R$ 4 milhões, valor pouco maior do que a ex-senadora Marina Silva, sua candidata à vice, divulgou em 2010: R$ 4,6 milhões.

A corrida por recursos começou depois do registro das candidaturas, em 5 de julho. Os valores declarados foram amealhados até 2 de agosto. Os 11 presidenciáveis arrecadaram R$ 22 milhões, sendo que três deles disseram não ter conseguido nenhuma doação. Em relação aos gastos, embora tenha sido a que mais recebeu recursos, a presidente Dilma foi a que menos gastou. Segundo ela, nos dois meses, foram investidos R$ 86,3 mil na campanha. Aécio foi o que mais gastou: R$ 7,3 milhões. Já Eduardo declarou ter desembolsado exatamente a mesma quantia que arrecadou (R$ 4,6 milhões).

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A JBS, empresa que mais doou recursos, distribuiu R$ 10 milhões, divididos em partes iguais a Dilma e a Aécio. A empresa também contribuiu com outras campanhas Brasil afora, somando R$ 50 milhões. O empresário José Batista Júnior, conhecido como Júnior Friboi, presidente da Friboi, chegou a pensar em disputar o governo de Goiás, mas desistiu. Ele alegou que a candidatura criaria uma divisão no PMDB. O partido já recebeu R$ 13,6 milhões em doações da empresa.

Balanço inicial
Veja os valores declarados pelos presidenciáveis na primeira parcial entregue à Justiça Eleitoral



*Candidato não arrecadou recursos ou não efetuou gastos

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