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Demora na apuração de casos ilícitos favorece a reeleição de parlamentares Dos 14 deputados que estão com processos em tramitação na Corregedoria da Câmara, 13 concorrem a um novo mandato. Tem ação parada há quase dois anos

Étore Medeiros

Andre Shalders - Correio Braziliense

Publicação: 09/08/2014 08:00 Atualização: 09/08/2014 15:04


O deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) é um dos processados (Carlos Moura/CB/D.A Press)
O deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) é um dos processados


A demora na apuração de supostos atos irregulares ou ilícitos por parte de parlamentares pode levar à reeleição, em outubro, de políticos envolvidos em denúncias como o uso da cota parlamentar para propaganda eleitoral antecipada, o pagamento de “vale-claque” e a obtenção de contratos em estatais em benefício da própria empresa. Essas são algumas das acusações que constam hoje em processos contra 14 deputados federais na Corregedoria da Câmara. Desses, 13 concorrem a um novo mandato. Caso os processos tivessem andado, no entanto, eles poderiam ser condenados à perda do cargo e, por isso, ficariam inelegíveis por oito anos.

“Cobrei o presidente da Corregedoria essa semana. Sou o maior interessado em que isso se resolva o mais rápido possível”, explica o deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP). Ele foi denunciado pelo Correio, em maio, como suposto financiador de uma claque paga na Câmara, o que o parlamentar nega. “Eu não tenho nada com isso. Quem me conhece sabe que meu passado é limpo”, garantiu, para depois refletir: “Por isso que a reforma política é importante, para impedir esse tipo de candidatura. O julgamento deveria ter um prazo determinado, mas a Justiça é muito lenta”.

Na verdade, os prazos existem, mas não são cumpridos. Em tese, após chegar à Corregedoria, o processo tem, na melhor das hipóteses, quatro meses para ser devolvido à Mesa Diretora, com o parecer do corregedor. Alguns casos, no entanto, estão parados há quase dois anos. “Essa lentidão não se deve ao rito exigido e nem a um suposto corporativismo entre os parlamentares, é descaso mesmo. Muitos deles têm a sensação de que não devem explicações aos eleitores, só têm compromisso consigo mesmos. Para mim, é mais um sinal da degradação dessas instituições”, analisa Cláudio Abramo, diretor da ONG Transparência Brasil. O corregedor, deputado Átila Lins(PSD/AM), não atendeu à reportagem. A assessoria do parlamentar informou que ele estava em campanha no interior do Amazonas, onde o sinal do celular é intermitente.

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