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Corpos só devem ser liberados do IML em dois dias, diz delegado O ex-governador de Pernambuco havia saído do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, para um compromisso no Guarujá (SP)

Felipe Seffrin

Publicação: 13/08/2014 20:10 Atualização: 13/08/2014 20:18

Aldo Galeano Júnior, um dos delegados responsáveis por investigar o acidente aéreo que matou o candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, disse que os corpos do político e de outras seis vítimas só devem ser liberados do Instituto Médico Legal de São Paulo em dois dias. De acordo com ele, 90% dos destroços da já foram retirados do local do acidente. “Talvez até o final da tarde de amanhã seja concluída a retirada total dos destroços.”

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Júnior ressaltou que ainda é muito cedo para falar em causas do acidente e só a perícia da aeronáutica poderá indicar as informações conclusivas. O que se sabe até agora é que o piloto arremeteu por falta de visibilidade. “Ele procurou um local descampado, em meio aos edifícios da orla, para poder aterrisar, e encontrou um quintal abandonado próximo a uma piscina. A gente presume que não houve explosão no ar”, explica. Segundo o delegado, as caixas pretas foram recolhidas e já estão em análise.

A maior preocupação da polícia no momento é liberar os corpos o mais rápido possível para dar conforto aos familiares. “Tive contato com os familiares de Eduardo Campos na prefeitura de Santos e os convenci a não vir para o local”, conta.

Entenda o caso

O ex-governador de Pernambuco havia saído do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, para um compromisso no Guarujá (SP). No meio do trajeto, o jato particular caiu próximo ao Canal 3, bairro nobre de Santos, sobre uma academia de ginástica na Rua Vahia de Abreu, no Boqueirão. Além dele, estavam a bordo da aeronave os assessores Pedro Valadares, assessor direto; Carlos Augusto Percol, assessor de imprensa; Marcelo Lira, cinegrafista; e Alexandre Severo, fotógrafo oficial, além dos pilotos Marcos Martins e Geraldo da Cunha.

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que a aeronave Cessna 560 XL de prefixo PR-AFA se preparava para pousar quando teve de arremeter. Uma equipe do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV) foi ao local e já está investigando as causas do acidente. Após a colisão, uma grande nuvem de fumaça foi formada no local. Alguns prédios foram atingidos pela aeronave. Segundo funcionários da academia de ginástica, que foi parcialmente atingida, uma pessoa que estava dentro do estabelecimento acabou ferida por estilhaços, mas sem gravidade.

 

Pelo menos seis pessoas sofreram escoriações leves e foram encaminhadas à Santa Casa de Misericórdia de Santos. De acordo com a unidade médica, provavelmente, esses feridos estavam próximos ao local do acidente no momento da queda. Não há informações sobre as identidades das vítimas.

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