política
  • (3) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Marina precisa superar as divergências no PSB para unificar o partido Integrantes do PSB avaliam quem será o substituto na disputa presidencial

Paulo de Tarso Lyra - Correio Braziliense

Publicação: 14/08/2014 06:01 Atualização:

Abatida, Marina fez um pronunciamento no fim da tarde, em Santos: 'É um momento em que se impõem o luto e a tristeza' (Joel Silva/Folhapress)
Abatida, Marina fez um pronunciamento no fim da tarde, em Santos: "É um momento em que se impõem o luto e a tristeza"


Sucessora aparentemente natural no PSB para tornar-se candidata ao Planalto após a morte de Eduardo Campos, Marina Silva recebeu, internamente, apoio do irmão do ex-presidente da legenda, Antonio Campos, o Tonca. Para ele, a ex-ministra do governo Lula seria o nome ideal a continuar a luta do ex-governador de Pernambuco. Visivelmente emocionada, Marina deu entrevista em Santos, no fim da tarde de ontem, e afirmou que aprendeu, nesses 10 meses de convivência, a admirar Eduardo. “Aprendi a respeitá-lo e a admirá-lo na batalha pela construção de um país mais justo”, disse. “Quero ficar, na minha lembrança como imagem, a despedida que tivemos ontem (terça-feira): uma pessoa cheia de alegria, cheia de sonhos e cheia de compromissos.”

Contendo as lágrimas no comunicado à imprensa, Marina estendeu seus sentimentos à família de Eduardo e aos demais companheiros de campanha que morreram no desastre. “Esse é um momento em que se impõem o luto e a tristeza”, resumiu. Um dos principais articuladores da campanha presidencial do PSB, o deputado Júlio Delgado (MG) ouviu as palavras do irmão de Campos, mas acha que ninguém no partido tem a frieza necessária para tomar qualquer decisão no momento. “Marina pode aparecer como candidata natural porque é a vice. Mas precisamos de um nome que mantenha vivo o legado de Eduardo Campos. E o PSB não tem esse nome”, resumiu Delgado. “Ele era insubstituível”, completou, aos prantos.

Por tudo isso, o processo político que se desenrolará a partir de agora, no entanto, ainda é incerto. Especialistas ouvidos pelo Correio lembram que, mesmo filiada ao PSB, Marina ainda precisa conquistar espaço e costurar apoio entre os socialistas. “O PSB não perdeu apenas o seu candidato a presidente da República. Perdeu também alguém que unificou o partido, que costurou alianças e que consertava, interna e externamente, os contenciosos que Marina criava”, ponderou o cientista político do Insper, Carlos Mello.

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui.
Tags:

Esta matéria tem: (3) comentários

Autor: erivan Leal
Infelizmente Eduardo morreu, mas não foi atoa que ele escolheu Marina para Vice e como tal acho que ela tem que ser a candidata natural da coligação. Colocar outra pessoa na cabeça da chapa é não querer nada nessa eleição. Mandem o Roberto Amaral às favas, além de estar velho é pucha saco de Lula. | Denuncie |

Autor: Elma Rocha
Marina nesta eleição não ficará muito forte,pois ele perdeu o público evangélico que representam 25%.Este eleitorado agora está com o pastor Everaldo , acho que ele terá chances de alcançar o segundo turno, cada vez mais está ganhando popularidade. | Denuncie |

Autor: alvailton santos
Sim Marina tem todo o direito, de continuar esta luta, Ela deve sim respeita o luto, mais não pode omitir a sua responsabilidade com o Brasil e o futuro que queremos aos brasileiros. | Denuncie |

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »
Termos de uso

Envie sua história e faça parte da rede de conteúdo dos Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog. Manifeste seu mundo.

PUBLICIDADE



  • Últimas notícias
  • Mais acessadas