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Horário eleitoral gratuito começa com 100 minutos diários em rádio e tevê Horário eleitoral gratuito dá 100 minutos diários de campanha no rádio e na televisão, exceto no domingo. Apesar do avanço da internet, especialistas acreditam que a radiodifusão ainda é o meio mais importante

Andre Shalders - Correio Braziliense

Publicação: 19/08/2014 09:49 Atualização: 19/08/2014 09:54

Com o início hoje do horário eleitoral gratuito, serão 100 minutos diários de campanha na televisão e no rádio, divididos em duas doses diárias, com exceção dos domingos (veja arte ao lado). Apesar do avanço de outras formas de divulgação das candidaturas, com o uso da internet e das redes sociais ganhando espaço, especialistas ouvidos pelo Correio avaliam que essas eleições ainda devem ser dominadas pela radiodifusão, capaz de atingir a maioria dos eleitores do país. Segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, 95% dos brasileiros tinham TV em casa, em 2012.

O advogado e consultor eleitoral Flávio Britto acredita que o horário eleitoral gratuito continuará tendo papel predominante nessas eleições. “A TV e o rádio continuam sendo os meios com maior penetração. Ali, o candidato fala para eleitores de todas as classes sociais e do país inteiro, inclusive nos lugares mais distantes, os chamados rincões. É uma chance para o candidato expôr suas ideias e é onde o eleitor efetivamente toma conhecimento da trajetória de cada um; é o que dá início de fato ao debate”, defende ele.



Avaliação

A opinião é compartilhada pelo doutor em ciência política pela Universidade de Brasília (UnB) Leonardo Barreto. “O horário eleitoral formata as mensagens dos candidatos ao eleitorado, da forma que eles querem passar. Eles falam sobre os temas que querem pautar, ignoram o que eles não querem, e eventualmente respondem as críticas que lhes são feitas”, afirma. Barreto admite que ainda que a tragédia envolvendo Eduardo Campos deve mudar a tônica dos discursos. “Antes, Eduardo e Aécio tendiam a fazer um horário eleitoral muito parecido, com os dois ressaltando as experiências na gestão estadual, e o Eduardo inclusive trabalhando para se diferenciar de Aécio. Agora, a princípio, Marina deve ressaltar a questão dos valores morais e éticos; Aécio deve bater na tecla da gestão e da eficiência e Dilma deve repetir a estratégia bem sucedida da última campanha, da comparação entre os governos do PT e do PSDB”, avalia.

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