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Sessão do Conselho de Ética decide pela cassação de André Vargas Trabalhos tiveram de ser adiados por falta de quórum. Relatório de Júlio Delgado (PSB-MG) é pela cassação

Andre Shalders - Correio Braziliense

Publicação: 20/08/2014 13:47 Atualização: 20/08/2014 15:04

Caso seja aprovado o relatório de Delgado, o processo de cassação de André Vargas deverá ainda ser apreciado no Plenário da Câmara (Carlos Moura/CB/D.A Press)
Caso seja aprovado o relatório de Delgado, o processo de cassação de André Vargas deverá ainda ser apreciado no Plenário da Câmara


O Conselho de Ética e Decoro da Câmara dos Deputados decidiu pela cassação do deputado André Vargas (sem partido-PR). Em sessão iniciada há pouco, os parlamentarem aprovaram o relatório elaborado pelo deputado Júlio Delgado (PSB-MG), no qual ele pede a cassação do mandato do ex-vice-presidente da Câmara.

Vargas foi flagrado pela Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, trabalhando pela efetivação de uma parceria fraudulenta entre a empresa de fachada Labogen e o Ministério da Saúde, em 2013. A empresa pertence ao doleiro Alberto Yousseff, com o qual Vargas manteria relações próximas, segundo a Polícia Federal. Vargas também voou em uma aeronave pertencente a Yousseff.

Se aprovado no Conselho, a cassação de Vargas deverá seguir ainda para o Plenário da Câmara dos Deputados, onde será apreciada com voto aberto. Marcada inicialmente para as 11h desta quarta-feira, a votação só começou há poucos minutos por falta de quórum. Pelo menos 11 deputados são necessários para o início da votação.

O primeiro a se manifestar sobre o caso foi o deputado Izalci Lucas (PSDB-DF). “Ficou claro de que o nosso colega André Vargas de fato atuou como lobista junto ao governo federal, e de forma especial junto ao Ministério da Saúde e à Labogen. Trabalhou de forma muito profissional com o doleiro (Alberto) Youssef. Não tenho nenhuma dúvida disso, depois dos depoimentos e do brilhante relatório do Júlio Delgado. Só quero lamentar que o deputado Vargas não tenha vindo aqui falar sobre essa situação, sobre sua renúncia à vice-presidência (da Câmara), sobre seu afastamento do PT”, disse ele, que ainda parabenizou o relator Delgado por sua “imparcialidade”. “De fato ele deu todas as oportunidades para Vargas se defender”, completou Izalci.

A pedido da defesa, os trabalhos se iniciaram com a oitiva de Douglas Alberto Bento, arrolado como testemunha de defesa do deputado Luiz Argôlo (SDD-BA). Bento é gerente da agência da Caixa Econômica instalada no Anexo IV da Câmara. Para o presidente do Conselho, deputado Ricardo Izar (PSD-SP) e para o deputado Izalci (PSDB-DF), o objetivo da convocação é atrasar o andamento dos trabalhos.

Bento foi questionado pelo advogado de Argôlo, Aluisio Lundgren, sobre a ocorrência de qualquer “movimentação suspeita” nas contas de Argôlo e de Vanilton, e se houve alguma notificação ao Banco Central a respeito de transições entre os dois. “Por força de lei, eu não posso dar informações. Trata-se de sigilo bancário, e eu não posso tratar das contas do deputado nesse momento”, disse Bento. Ele também informou não ter qualquer relação com Argôlo ou Vanilton fora do ambiente bancário.

Caso seja aprovado o relatório de Delgado, o processo de cassação deverá ainda ser apreciado no Plenário da Câmara. Para Delgado, o parlamentar paranaense, eleito pelo PT, teria quebrado o decoro ao atuar na intermediação, junto ao Ministério da Saúde, para garantir a aprovação de uma parceria com o laboratório de fachada Labogen, pertencente ao doleiro Alberto Yousseff, preso na Operação Lava Jato, deflagrada em março. A apreciação do relatório foi adiada por pedidos de vista de quatro deputados, no começo do mês.

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“A troca de mensagens é clara a não mais poder no sentido de demonstrar que o Deputado André Vargas encontrava-se em total sintonia com Alberto Yousseff no projeto de Parceria para Desenvolvimento Produtivo (PDP) que a Labogen havia proposto, em conjunto com a EMS e o Laboratório Farmacêutico da Marinha, ao Ministério da Saúde”, diz um trecho do relatório de Delgado, referindo-se a gravações obtidas pela Polícia Federal.

Aguarde mais informações sobre a sessão.

Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: francisco de assis silva
Tem que ser cassado, preso e devolver o dinheiro para os cofres público, todos os envolvidos. | Denuncie |

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