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Para Marina, saída de Siqueira da coordenação da campanha é mal-entendido A presidenciável afirmou, na sede da Executiva Nacional do PSB, que o próprio partido deve explicar o episódio, considerando que as decisões foram tomadas em conjunto e ela manteve o que foi colocado por Campos

Étore Medeiros

Publicação: 21/08/2014 14:32 Atualização: 21/08/2014 15:45

A candidata à Presidência da República, Marina Silva (PSB), afirmou, no início da tarde desta quinta-feira (21/8), ter havido um mal-entendido na saída de Carlos Siqueira da coordenação-geral da campanha. “É lógico que estamos diante de uma situação que tem um mal-entendido e que o próprio PSB deve esclarecer”, afirmou. De acordo com ela, toda a cúpula do PSB acompanhou as negociações. “Tínhamos ali todos os dirigentes do PSB quando eu falei que as pessoas que haviam sido indicadas pelo Eduardo, se esse fosse o entendimento que elas iriam continuar, estavam mantidas”, explicou Marina.

Alegando desentendimentos com a candidata e afirmando que ela foi deselegante com ele, Calos Siqueira deixou a coordenação da campanha na manhã de hoje. Ainda sobre os atritos e disputas entre PSB e Rede Sustentabilidade, a presidenciável garantiu que não interferiu nas decisões tomadas anteriormente. “A decisão em relação aos coordenadores que o PSB tinha indicado está mantida. O PSB os manteve e eu os mantive quando disse que o organograma continuaria da mesma forma como havíamos concebido no arranjo anterior”, reiterou. De acordo com ela, a única mudança efetiva aconteceu no comitê financeiro da campanha.



A candidata falou à imprensa por volta das 13h na sede da Executiva Nacional do PSB, na Asa Norte, para a reunião com os partidos que compõem a aliança. “Todos os compromissos que havíamos assumido programaticamente são os compromissos desta aliança e é sobre isso que os partidos estarão falando daqui a pouco”, disse, enfatizando que não mudou aquilo que havia sido concebido por Eduardo Campos.

Dos partidos que compõem a aliança, somente o PSL, segundo Marina, não terá representação na reunião de hoje por questões pessoais.

Programa
Marina também garantiu a manutenção dos pontos inscritos no programa apresentado pela coligação, como a educação em tempo integral e o passe livre estudantil. A ambientalista também fez referência ao agronegócio, setor em que enfrenta grande rejeição, ao defender “um olhar para a infraestrutura brasileira que seja capaz de aproveitar as imensas potencialidades que o país tem”. Para ela, é preciso acabar com os desperdícios. “Não faz sentido perdermos quase 30% da nossa produção agrícola por falta de infraestrutura logística. Neste, contexto, Marina defendeu investimentos em ciência, tecnologia e inovação.

Polarização
A presidenciável também criticou a postura dos dois principais oponentes ao Planalto do PT, Dilma Rousseff, e do PSDB, Aécio Neves. “O Brasil não suporta mais a polarização feita por esses dois partidos em que ninguém reconhece os benfeitos dos que passaram ou dos que estão no poder. É uma cultura de oposição por oposição, que só vê defeitos, ou de situação por situação, que só vê acertos, mesmo quando os erros são evidentes”, comparou.

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