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Análise: Tiro, porrada, bomba e memória no PSB Carlos Siqueira tem na cabeça todos os acordos de Eduardo Campos, incluindo os segredos que só o ex-candidato conhecia. Sua saída complica a vida de Marina Silva

Leonardo Cavalcanti -

Publicação: 22/08/2014 12:37 Atualização: 22/08/2014 12:41

Mais do que um homem de partido "daqueles chamados de orgânicos", Carlos Siqueira é a memória de toda a campanha de Eduardo Campos. Desde o momento em que o PSB entregou os cargos ao governo Dilma Rousseff, em outubro de 2013, até a morte do ex-governador de Pernambuco, na semana passada, Siqueira participou de todos os acordos.

Entenda-se como o homem de memória de uma campanha o cidadão ao qual os segredos de um partido são confiados. Amigo de Eduardo Campos e ex-assessor de Miguel Arraes na legenda, Siqueira é da confiança de Renata Campos, a viúva do ex-governador, que chama o dirigente do partido carinhosamente de Carlinhos. Com tais qualificações "pelo menos para o PSB pernambucano", Siqueira complica Marina Silva ao abandonar a campanha. Sem ele, os novos assessores terão mais dificuldades de retomar as negociações e acordos suspensos com a morte de Campos.

A trama lembra, em outra escala, o que ocorreu com a morte de Tancredo Neves, em 21 de abril de 1985. Na época, especulou-se acerca dos acordos políticos fechados pelo mineiro. Alianças, diga-se, que nunca poderiam ser concretizadas, pois ninguém poderia apresentar um único recibo das negociações para a equipe de José Sarney, o sucessor de Tancredo. No caso de Campos, os acertos firmados pelo ex-governador com aliados poderiam, caso necessário, ser confirmadas com Siqueira. Agora, não mais.

Por fim, para o bem ou para o mal, duas características de Campos o distanciavam de Marina Silva: a praticidade e a capacidade extrema de negociação. O episódio envolvendo a saída de Siqueira da campanha apenas reforça uma imagem antiga vinculada à ex-senadora: a da intransigência. A 44 dias do primeiro turno, era tudo que ela não precisava.

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