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Investimento em ciência relegado a segundo plano por presidenciáveis Propostas para o setor tecnológico dos três principais candidatos são abordadas de maneira discreta nos programas de governo apresentados ao TSE. Especialista defende mais investimentos para impulsionar a área

Andre Shalders - Correio Braziliense

Publicação: 26/08/2014 08:30 Atualização:

A julgar pelas diretrizes apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos três principais postulantes à Presidência da República, a área de ciência, tecnologia e inovação continuará fora do rol de prioridades do país nos próximos quatro anos, independentemente do resultado das urnas. Nos programas apresentados por PT, PSDB e PSB, o tema é visitado de forma superficial e com pouco destaque. Na chapa encabeçada pelo PT, a ênfase recai em programas já criados pelo governo, como as Plataformas da Inovação, enquanto o PSB de Marina Silva enfatiza a integração da área ao sistema educacional. A chapa do tucano Aécio Neves traz como meta a elevação do gasto com a área para cerca de 2% do PIB até 2020, e a manutenção de algumas iniciativas atuais, como o programa Ciência sem Fronteiras.

Na avaliação do doutor em ciência política pela UnB José Matias-Pereira, o avanço da área no país é limitado pela ausência de políticas públicas consistentes e continuadas. “Houve um esboço com a Lei de Inovação (em 2004), e existem iniciativas dispersas, mas ainda insuficientes. Os governos brasileiros, em geral, se restringem a um discurso de estímulo à ciência, tecnologia e inovação, mas pouco se faz para priorizar a área de fato”, diz. Segundo o especialista, o Brasil investe cerca de 1% do PIB em inovação, “o que é pouco para um país que precisa dar um salto nessa área”. Ele destaca que o tema é fundamental para garantir a competitividade da economia, especialmente no setor industrial.

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Nas diretrizes da chapa encabeçada por Marina, a ênfase recai na integração do setor com a política educacional. “A articulação com as políticas de ciência, tecnologia e inovação é pauta fundamental da agenda educacional brasileira”, estabelece o documento. No mesmo tópico, a diminuição da evasão de alunos do ensino médio e a ampliação do número de estudantes no ensino integral são apresentados como propostas para a área. As diretrizes falam ainda em “revisitar tanto a cultura dos centros de pesquisa e universidades quanto a empresarial” para “estabelecer conexões mais imediatas entre a pesquisa pura e suas aplicações”. Curiosamente, as diretrizes falam em “acelerar o processo de aprovação do Marco Civil da Internet”, sancionado em abril.

Entre os três principais postulantes à Presidência, Dilma foi a que tratou o tema de forma mais sucinta nas diretrizes entregues ao TSE, com menos de 3 mil caracteres sobre o tema. O tom é o da continuidade de ações em andamento. “No segundo governo Dilma, vamos ampliar as medidas já tomadas ao longo desses anos”, diz o primeiro trecho.

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Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: albertani souza
ciência para que?vamos continuar na dependência dos outros países, até parece que não tem inteligente aqui!!! | Denuncie |

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