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Especialistas criticam o uso da comédia nos programas eleitorais Candidatos aproveitam o horário eleitoral para apresentar propostas "diferentes"

Luana Brasil - Especial para o Correio

Publicação: 27/08/2014 06:02 Atualização: 27/08/2014 08:13

Jesus Cristo, do PNM, o Partido da Mobilização Nacional, promete levar o passe livre estudantil à juventude pernambucana e doar 50% do salário para projetos sociais (Reprodução)
Jesus Cristo, do PNM, o Partido da Mobilização Nacional, promete levar o passe livre estudantil à juventude pernambucana e doar 50% do salário para projetos sociais

 

A campanha eleitoral no rádio e na televisão mal entrou na segunda semana, e os candidatos engraçadinhos e caricatos brotam por todos os cantos. Cheios de piadinhas, trocadilhos e propostas “diferentes”, eles arrancam votos e gargalhadas dos eleitores. “Bota um da massa na Câmara”, brinca Lucas Oliveira, que concorre a deputado federal pelo PSDB de Santa Catarina. Ele se apresenta como Presidente THC. Mas não é o único. Subcelebridades, representantes do inferno, filhos de Deus, cinco sósias do Barack Obama e seu arqui-inimigo, Bin Laden, têm seus 15 segundos de fama durante a propaganda eleitoral.

Para o especialista em direito eleitoral Dyogo Crossara, há um grande interesse em transformar o horário político em programa de humor. “Tiririca conseguiu se eleger arrecadando o voto de protesto daqueles que estão desencantados com a política. Mais de 1,4 milhão de eleitores cooptados pelo artifício da comédia”, avalia Erick Pereira, que tem doutorado em direito constitucional pela PUC-SP. “O candidato que faz isso está brincando com o dinheiro da população, porque o horário não é gratuito como se pensa, tem um custo muito alto para os cidadãos. As emissoras são concessões públicas com isenções tributárias. Só é gratuito para os partidos e os candidatos, quem paga a conta é o contribuinte.”

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Pereira acredita que outro aspecto preocupante da espetacularização do horário eleitoral é que o modelo jocoso fere o direito constitucional à informação. Segundo ele, as plataformas citadas pelos candidatos precisam ser verdadeiras, pois a propaganda eleitoral tem como base o direito fundamental à informação. “Tanto esse direito quanto a onerosidade do horário não suportam a comédia, a notícia inverídica ou propostas mirabolantes. É um comportamento que ofende essas premissas.”

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Esta matéria tem: (6) comentários

Autor: Rogério Galhardi
É só um reflexo da piada em foi transformada a política pelos "políticos de carreira"!!! Melhor bom humor na propaganda que transações obscuras, conluios, malversação das verbas públicas!!! | Denuncie |

Autor: jorge almada
Ao ver alguns candidatos no horário político gratuito em clima de "palhaçada", como %u201CTiririca, ocupando horário político gratuito ( pago por nós) sinto vergonha de ser brasileiro. Vejam, ele não traz nenhuma esperança de melhorias para população sofrida deste país. Mal sabe ler e escrever. AC- | Denuncie |

Autor: jose pereira
Falou pouco mas falou bonito, sai de graça pra eles e pra nós não, e digo mai,s fora a energia que cada casa gasta pra ver palhaço. | Denuncie |

Autor: albertani souza
culpa também do TRE/TSE, porque não barram esses idiotas que claramente querem se dar bem, igual aos que estão lá?é o péssimo exemplo que vem de cima, pobre Brasil rico!!! | Denuncie |

Autor: Ana Paula Reis
Olá, Realmente a política virou palhaçada. | Denuncie |

Autor: Frederico Melo
Para um povo palhaço, só candidatos idem. | Denuncie |

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