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"Democracia é coisa do passado", diz o candidato Rui Costa Pimenta Em entrevista, o presidenciável afirma ser favorável ao armamento da população e criação de milícias para combater a criminalidade

Jacqueline Saraiva

Publicação: 28/08/2014 09:21 Atualização: 28/08/2014 10:04

O candidato, que disputa o cargo de presidente da República pela quarta vez, afirmou que o %u201Cpovo não sabe o que é o Brasil%u201D (Mauricio Piffer/Folha Imagem/06/10/2002)
O candidato, que disputa o cargo de presidente da República pela quarta vez, afirmou que o %u201Cpovo não sabe o que é o Brasil%u201D


O jornalista paulista Rui Costa Pimenta afirmou, nesta quinta-feira (28/8), que a luta do Partido da Causa Operária (PCO) é mostrar que o modelo democrático é “coisa do passado”. Terceiro a ser ouvido em uma série de entrevistas feitas pela rádio CBN, o presidenciável também defendeu um polêmico modelo de governo, que visa armar as pessoas e criar milícias populares para combater o crime no país.

O candidato, que disputa o cargo de presidente da República pela quarta vez, afirmou que o “povo não sabe o que é o Brasil”. Questionado se sua visão política subestima a capacidade do povo de escolher em quem votar, ele afirmou que o grande problema dos eleitores é que eles só têm um conhecimento parcial sobre os candidatos. “Cada um vota de acordo com as informações que tem”.

Rui Pimenta afirmou que a maioria da população desconhece que os candidatos que aparecem mais em debates não são os únicos. “Eu mesmo sou candidato pela quarta vez e, quando eu abordo as pessoas na rua, tem gente que não sabe disso”, reclamou o presidenciável, que também tem 0% das intenções de voto de acordo com a pesquisa do Ibope, divulgada na terça-feira (26/8).

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O modelo de democracia, segundo o candidato, “é coisa do passado”. “Como sistema, a atual democracia, impulsionada pela burguesia, é uma coisa totalmente falida”, explicou. O representante do PCO na disputa pela Presidência polemizou ao debater a questão da segurança pública. Ele defende um modelo em que será possível legalizar o armamento das pessoas e a criação de milícias populares, composta por associações sociais e moradores. “A diferença é que as [milícias] do Rio de Janeiro surgem dentro do aparelho do estado. As que proponho são feitas pela população”.

O discurso do candidato foi finalizado apoiando que as pessoas têm o direito de se armarem para se defender. “É um direito democrático que nós sempre defendemos. (...) A polícia é uma burocracia estatal. Nesse sentido, ela atende às necessidades do Estado e por isso é facilmente corruptível”, criticou.

Perfil

Presidente Nacional do PCO e editor do jornal Causa Operária, o jornalista paulista Rui Costa Pimenta, 57 anos, disputa o cargo de presidente da República pelo Partido da Causa Operária (PCO) pela quarta vez. O bancário Ricardo Machado concorre como vice-presidente da chapa. O partido não fez coligação com nenhuma legenda. Ele começou a vida política com a militância estudantil contra a ditadura militar. Depois desse período, Rui Costa Pimenta entrou na luta sindical e começou a trilhar o caminho da política partidária. Ele participou da fundação do Partido dos Trabalhadores, mas divergências com a direção da sigla o levaram a romper com o PT, em 1992. Em 1995, Pimenta encabeçou a criação do PCO. Pela legenda, ele se candidatou a vereador, em 1996, deputado federal, em 1998, e prefeito de São Paulo, em 2000.

Programa de governo

A defesa principal do candidato é “um programa revolucionário e socialista em oposição a todos os demais candidatos e seus programas burgueses e de defesa do capitalismo, lançando candidatos que sejam a expressão da luta do povo, em particular da luta operária, às eleições em todos os níveis e em todos os lugares”. O lema da campanha é a defesa da “Revolução, do Governo Operário e do Socialismo”. A proposta de salário mínimo de R$ 3,5 mil, a jornada máxima de trabalho de 35 horas semanais, a isenção de pagamento de todos os serviços públicos para os desempregados, um imposto único sobre o capital e as grandes fortunas, o fim da repressão aos sem-terra e a expropriação do latifúndio estão entre as prioridades.

Esta matéria tem: (7) comentários

Autor: texssandro silva
o capital otimo livro,mostra os dilemas da classe trabalhadora(operaria)sendo massacrada,pelos burgueses consolida a pesperctiva de contradição capitalx trabalho,a luta de classe.O lucro da expropriação da forca de trabajo | Denuncie |

Autor: leonardo oliveira
Vindo de um comuna vocês querem o quê? | Denuncie |

Autor: Ivan Paiva
Simplesmente este senhor não cresceu. Continua infantil. | Denuncie |

Autor: paulo nascimento
Esse senhor quer é tirar proveito político dessa declaração absurda. Cria juízo homem! | Denuncie |

Autor: Sérgio Figueiredo
Em vez de esse candidato trabalhar para nos tornar todos operários, seria melhor trabalhar para nos tornar todos burgueses! | Denuncie |

Autor: Daniel Cardoso Tavares
Muito bom e muito pouco espaço para ele dizer tudo o que precisa. | Denuncie |

Autor: Sonia Maria de Sá
O Brasil conhece muito pouco o que é democracia para falar que é coisa do passado. Uma entrevista retrógada, falaciosa, que nada fala. Além do mais defende várias ideais estes sim do passado como um socialismo sem capital. Um discurso fraudulento que serve para aparecer na mídia e enganar incautos. | Denuncie |

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