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Presidenciáveis se esforçam para agradar agronegócio brasileiro Em 2010, doações do setor chegaram a R$ 51 milhões aos concorrentes ao Planalto

Paulo de Tarso Lyra - Correio Braziliense

Publicação: 29/08/2014 06:02 Atualização:

As candidatas à Presidência, Dilma Rousseff (PT), e Marina Silva (PSB), intensificaram nos últimos dias o contato com o setor rural, em busca de votos na corrida ao Planalto. O concorrente do PSDB, Aécio Neves, fará o mesmo nos próximos dias. Tanto esforço para seduzir o setor é perfeitamente justificável. É o agronegócio que tem sustentado a economia brasileira nos últimos anos. Além disso, ele tem sido extremamente generoso ao abrir o bolso e contribuir para as doações eleitorais.

Na primeira parcial de arrecadação de campanha, divulgado no mês passado, a candidata do PT foi a que mais recebeu contribuição do setor: R$ 6,5 milhões, montante que representa 64,3% do total arrecadado pela petista. A maior parte desses recursos foi doado pelo grupo JBS Friboi (R$ 5 milhões). O candidato do PSDB, Aécio Neves, recebeu R$ 5 milhões, aproximadamente 45% do total arrecadado.

Como a prestação foi feita quando o candidato do PSB ainda era Eduardo Campos — morto em um acidente aéreo em 13 de agosto —, é preciso esperar a segunda divulgação parcial para ver se houve alguma mudança de tendência. Na primeira prestação, Eduardo recebeu R$ 2 milhões, ou 24,3% do total. Mas Campos tinha um discurso mais palatável para o setor produtivo, algo que Marina ainda terá de construir.

Marina esteve ontem com produtores de cana e hoje participará de um jantar com mais de 70 agricultores. O esforço da socialista é reverter uma rejeição que vem desde os tempos em que era ministra do Meio Ambiente. Durante sabatina na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Eduardo teve que defendê-la das acusações de ser radicalmente ambientalista. Agora, é ela quem deverá defender as próprias convicções.

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Ainda quando era vice na chapa socialista, Marina provocou o afastamento de parte do setor rural, demonizados por ela como representantes do atraso econômico brasileiro. Após o debate na CNA, ela ainda não conseguira afastar a desconfiança, mesmo com a defesa feita à época por Eduardo Campos. “Continuamos temendo a Marina Silva, pois ela age com pouco conhecimento do agronegócio e uma cabeça muito ambiental. E quem preserva o meio ambiente somos nós, produtores rurais”, disse o presidente do sindicato rural de Jaboticabal (SP), Ismael Perina Júnior.

No dia em que foi confirmada como candidata do PSB, na semana passada, em Brasília, Marina teve que responder a outro questionamento que incomoda os produtores: o Código Florestal. Ela garantiu que uma das primeiras medidas a ser encaminhada ao Congresso será um projeto regulamentando setores do Código que ainda estão sem validade, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Mas admitiu que qualquer assunto que não seja cláusula pétrea da Constituição Federal sempre está passível de alterações no parlamento.

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