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"Meu partido não é socialista só no nome", defende Luciana Genro em rádio Candidata do PSOL atacou novamente Marina Silva, ao criticar que ela precisa escolher um lado

Jacqueline Saraiva

Publicação: 02/09/2014 09:13 Atualização: 02/09/2014 09:19

'Agora se eu e o PSOL quiséssemos reproduzir o PT, não teríamos saído do PT', criticou (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
"Agora se eu e o PSOL quiséssemos reproduzir o PT, não teríamos saído do PT", criticou


A candidata à Presidência da República pelo PSOL, Luciana Genro, foi a quinta a ser ouvida em uma série de entrevistas feita pela rádio CBN. Nesta manhã de terça-feira (2/9) ela voltou a criticar Marina Silva, assim como fez durante o debate promovido pelo SBT, Folha, UOL e Jovem Pan, na noite dessa segunda-feira (1°/9). Ao ressaltar que o papel do partido, para se diferenciar dos demais, é defender não os interesses do capital, mas os interesses dos trabalhadores, ela lembrou do questionamento feito à candidata do PSB, de que ela precisa escolher um lado, a intitulando novamente como a “segunda via do PSDB”. “Meu partido não é socialista só no nome, mas nas ações”, disse.

Luciana Genro considera ser absolutamente inviável o atual modelo de governo, que desenvolve a economia com base no endividamento das famílias. Ao criticar que a maior parte da inflação vem de preços administrados pelo governo, a presidenciável defendeu uma política agrícola. “Outros elementos que passam por isso são os alimentos e a resposta para a inflação não é a contração da economia e taxas de juros, mas a política agrícola”, defendeu Luciana Genro ao afirmar que a mudança estrutural necessita inclusive de uma reforma agrária. “Teríamos mais alimentos, em mais quantidade e qualidade e com preços melhores”.

A melhor medida para o crescimento da economia do país seria, de acordo com a candidata, chamar a responsabilidade de montadoras que ganham incentivos do governo e proibi-las de demitir seus empregados. “O Brasil tem sido onde essas empresas mais lucram. Não é possível que, diante da primeira dificuldade, elas descontem a conta nos trabalhadores, os demitindo. O Brasil é um mercado precioso para essas empresas, no qual elas têm obtido grandes margens de lucro”, reclamou.

Questionada se o partido se espelha no modelo socialista de algum país e se, para não amargar baixos índices de aceitação pública, não seria melhor a sigla se adaptar, tal como fez o PT para chegar à Presidência da República, Luciana foi enfática: “O PSOL não se espelha em nenhum desses modelos, mesmo tendo experiências válidas. (...) Agora se eu e o PSOL quiséssemos reproduzir o PT, não teríamos saído do PT, poderíamos ter lá ficado. Se é para reproduzir essa mesma lógica, de se aliar com o que tem de pior na política, para ganhar uma eleição, eu te digo que não.

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A candidata também criticou a falta de espaço na mídia por conta das regras eleitorais. Para isso, ela propõe um plebiscito sobre a reforma política, para acabar com o que ela chama de “leilão de partidos” na hora de formar alianças. “Nossa proposta é que o tempo de tevê só contabilize apenas o tempo do candidato”. Os minutos restantes seriam divididos igualmente para todos os demais, segundo ela, “para evitar que os partidos se vendam”

Perfil

A candidata à Presidência da República pelo PSOL, Luciana Genro, é filha do atual governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro. Gaúcha de Santa Maria, ela tem 43 anos, é casada e disputará o cargo pela primeira vez. O candidato a vice é o professor Jorge Paz. Luciana Genro iniciou a militância estudantil aos 14 anos, quando integrava o PT. Em 1994, ela foi eleita deputada estadual, sendo reeleita em 1998. Em 2002, conquistou o primeiro mandato de deputada federal e foi reeleita em 2006. Em 2010, não conseguiu se eleger novamente. Em 2003, Luciana foi expulsa do partido, por ter votado contra a reforma da Previdência. Ela e outros parlamentares que também foram expulsos formaram o PSOL.

Programa de governo

No programa de governo, o PSOL diz que vai apresentar ao povo um programa de esquerda, para enfrentar os problemas históricos do país, centrado em três eixos: superação da atual política econômica e do modelo de desenvolvimento que depreda o meio ambiente e as riquezas naturais, transformação do sistema político e ampliação dos direitos e das liberdades dos trabalhadores. Luciana Genro propõe mudanças estruturais na economia, uma auditoria independente, que deverá resultar na suspensão do pagamento dos juros e da amortização da dívida pública. O PSOL promete, ainda, “ampliar radicalmente” os investimentos em saúde e educação, garantindo atendimento integral pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Esta matéria tem: (7) comentários

Autor: Humberto Carvalho
O socialismo, esta incrustado no nosso dia a dia. Nós bebemos isso todos os dias, nas nossas faculdades, escolas e também em novelas. %u201CTem%u201D professores que são engajados, nesta causa ensinando os alunos como se fosse à coisa mais maravilhosa do mundo. Basta ver como anda os países da Améric | Denuncie |

Autor: Humberto Carvalho
Gente!!quando ela afirma que, o partido não é socialista já estampa a falsidade e a mentira no rosto dela. Basta ver as ações e a ideologia que ela defende. Se as pessoas estudassem o que é socialismo e comunismo de verdade descobririam que esses sistemas são uma verdadeira desgraça p/humanidade. | Denuncie |

Autor: Leonardo Mau
Sempre que leio ou escuto frases do tipo "Socialismo ou Comunismo são Governos Ditadores", me lembro que o GOLPE MILITAR DE 64, que instaurou quase 3 décadas de ditadura no Brasil, se justificou para "evitar a expansão do comunismo"! | Denuncie |

Autor: Luiz Nunes
O Socialismo ou Comunismo geraram as maiores e mais sanguinárias ditaduras da história da humanidade, além de levarem os países ao fracasso financeiro e moral. Nunca entendo como alguém ainda pode pregar essa doutrina fracassada e ultrapassada. Vamos colocá-la onde merece estar - no lixo da História. | Denuncie |

Autor: Marcio Oliver
Apesar de não votar na candidata, é bom saber que pelo menos parte da esquerda brasileira continua atuante e com críticas contundentes aos barões do Brasil. Infelizmente, muitos leitores do CB, analfabetos políticos que são, não enxergam isso. | Denuncie |

Autor: patrick Moraes
Luciana Genro você é muito fraca. | Denuncie |

Autor: Raimunda Santos
Socialismo ou Comunismo são Governos Ditadores. O Resultado está na mídia, Cuba está num buraco que talvez nunca saia. Os da Europa estão afundandos em dividas ou guerras. O que é bom para eles não funciona para nós, temos que ter uma formula só nossa, pois não somos e jamais seremos iguais a eles. | Denuncie |

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