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Adversárias quase íntimas: Dilma e Marina rivalizam na disputa eleitoral Com trajetórias distintas até o governo Lula, Dilma e Marina protagonizam um histórico de embates econômicos, ambientais e ideológicos desde 2002.

Paulo de Tarso Lyra - Correio Braziliense

Andre Shalders - Correio Braziliense

Publicação: 05/09/2014 06:02 Atualização: 05/09/2014 07:13

Marina cumprimenta Dilma antes do debate na TV Bandeirantes, na semana passada: cordialidade em momento de rivalidade máxima (Paulo Whitaker/Reuters - 26/8/14)
Marina cumprimenta Dilma antes do debate na TV Bandeirantes, na semana passada: cordialidade em momento de rivalidade máxima
Empatadas tecnicamente no primeiro turno das eleições presidenciais, Marina Silva (PSB) e Dilma Rousseff (PT) têm trajetórias de vidas distintas, embora militantes da esquerda brasileira, que se cruzam em 2002, ainda durante o governo de transição, quando a atual presidente é escolhida como ministra de Minas e Energia e a socialista, ainda petista à época, é indicada para o Meio Ambiente. De lá para cá, ocorreram vários embates econômicos, ambientais, ideológicos. Brigaram por espaço dentro do governo Lula e, pela segunda eleição consecutiva, disputam o voto do eleitorado brasileiro.

As duas inimigas íntimas e conceituais apresentam trajetórias que se assemelham no conteúdo, mas jamais na forma. Marina é acriana, filha de seringueiros pobres. Alfabetizada aos 16 anos, formou-se em história 10 anos depois. Onze anos mais velha que a adversária ao Planalto, Dilma é mineira e foi presa durante a ditadura militar por integrar um grupo de combate à repressão. Era 1970 e Marina, com 12 anos de idade, trabalhava no seringal para ajudar no sustento familiar e lutava contra a malária e leshimaniose. Com essa idade, já tinha perdido a mãe e duas irmãs, todas por doenças relativas à falta de tratamento adequado às pessoas pobres.

Dilma surgiu no PDT. Marina filiou-se ao PT em 1986, um ano depois de montar a Central Única dos Trabalhadores (CUT), ao lado do seu mentor, Chico Mendes. A atual presidente engrenou uma carreira de secretária de Estado, já militando politicamente no Rio Grande do Sul, enquanto Marina elegeu-se vereadora, deputada estadual e, em 1994, tornou-se a mais jovem a garantir uma cadeira no Senado, aos 36 anos.

Em 2002, as duas se encontraram no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde havia sido montado o governo de transição PSDB-PT. “Nós todos estávamos, de uma maneira ou outra, irmanados em um projeto, embora, em vários momentos, tenhamos apoiado candidaturas distintas. Quando Lula assumiu em 2003, nós éramos um governo”, resumiu o deputado Miro Teixeira (Pros-RJ), que foi companheiro de Esplanada de ambas entre 2003 e 2004, quando comandava a pasta das Comunicações.

Miro reconhece que as duas presidenciáveis tinham posições divergentes em vários momentos. E que o presidente Lula adorava mediar esse tipo de conflito. “Ele colocava, em uma mesa redonda, as pessoas que tinham opiniões distintas. Virava e pedia: ‘diz aí’”. Para provocar ainda mais debate, Lula, às vezes, convidava pessoas que não entendiam nada do assunto para saber se eles tinham entendido as explicações, recorda o ex-ministro.

Miro, que é aliado de Marina na corrida presidencial, acredita que, se as duas forem colocadas juntas em uma mesa de debates, terão mais convergências do que divergências. “Desde que estiverem isoladas do contexto eleitoral. Neste momento, isso se torna impossível”, reconheceu.

Tensão

Candidato a deputado federal pelo PDT brasiliense, André Lima, um dos auxiliares mais próximos de Marina ao longo do segundo mandato de Lula, lembra que, se não fosse o esforço da ex-ministra para impor alguns limites no debate, os desastres seriam enormes. “A preocupação ambiental e ecológica de Dilma Rousseff é zero”, reclamou ele.

O embate entre ambas, que era morno quando Dilma ocupava o Ministério de Minas e Energia, intensificou-se no momento em que ela assumiu a Casa Civil, no lugar de José Dirceu, abatido no escândalo do mensalão. E aumentou a decibéis ensurdecedores quando, no início do segundo mandato, o governo optou pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e intensificou a pressão pelas licenças ambientais para rodovias e hidrelétricas.


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Esta matéria tem: (4) comentários

Autor: Jorge Magalhães
A candidata Dilma está "desnorteada" com o efeito Marina. Com certeza, em 5 de outubro, o povo brasileiro consciente e inteligente, mudará os destinos do Brasil, o qual no momento está mais para pesadelo. | Denuncie |

Autor: FRANCISCO LUSTOSA
Não que o País esteja uma maravilha! Todavia, considero temeroso entregar a condução de uma locomotiva desse porte, ao comando de um condutor sem habilitação técnica e sem força física e mental para conduzi-la a um porto seguro. De maneira especial quando se mistura religião com política. | Denuncie |

Autor: augusto lima
Ibope e Data Folha vão ficar desmoralizados, aliás, já estão a muito tempo. Marina pode at´´e ser eleita no primeiro turno. E Dilma e o PT, não vão a lugar algum. Deveriam ir todos para a prisão, mas, que decide é um petista o Lewand...entonse... | Denuncie |

Autor: José Souza
A vida da voltas. Nem Dilma e nem Marina são as mesmas do passado. Qualquer uma das duas que vencer, será uma decepção para o país. A única candidata, em minha opinião que tem um "novo ar" é a candidata Luciana Genro (PSOL). Mas sei que a disputa fica entre as duas citadas na matéria. | Denuncie |

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