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Reator nuclear da Coreia do Norte deve estar novamente em operação Pyongyang afirma que o propósito é produzir urânio pouco enriquecido para um novo reator em construção, mas os especialistas suspeitam que a verdadeira intenção é obter urânio a um nível apto para produzir armas

France Presse

Publicação: 05/09/2014 08:59 Atualização:

Viena - O reator nuclear de Yongbyon, na Coreia do Norte, capaz de produzir plutônio para armas atômicas, pode estar operando novamente, ao menos parcialmente, segundo um relatório da AIEA, a agência nuclear da ONU, ao qual a AFP teve acesso nesta sexta-feira (5/9). O reator, o único do qual o regime de Pyongyang dispõe, foi fechado em 2007, mas "desde o fim de agosto de 2013 a agência observou, através de análises de imagens de satélite, emanação de vapor e vazamentos de água de refrigeração", disse a Agência Internacional de Energia Atômica, da ONU.

Uma torre de resfriamento do complexo nuclear de Yongbyon foi demolida em 2008 (CCTV/AFP)
Uma torre de resfriamento do complexo nuclear de Yongbyon foi demolida em 2008

O relatório acrescenta que esta atividade é "compatível com o funcionamento do reator. No entanto, como a agência não tem acesso ao reator de cinco megawatts desde abril de 2009, não pode confirmar seu status operacional". Este reator pode fornecer à Coreia do Norte, que realizou três testes nucleares desde 2006, seis quilos de plutônio ao ano, o suficiente para uma bomba nuclear, segundo os especialistas.

Apesar de ter sido fechado em 2007 no âmbito de um acordo de ajuda para o desarmamento, Pyongyang começou a renová-lo após seu último teste nuclear registrado, em fevereiro de 2013, e imagens de satélite anteriores já haviam informado sobre novas atividades no local. As notas da AIEA, que aparecem em um novo relatório anual sobre a Coreia do Norte, se somam a uma avaliação no mês passado do think thank americano Instituto para a Ciência e a Segurança Internacional (ISIS, em inglês), baseada igualmente em imagens por satélite e que sugeria que o país tentava relançar a produção de plutônio e urânio.

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O ISIS indicou, no entanto, que, "sem mais dados, como uma produção regular de vapor, é difícil determinar o estado de operatividade do reator e, portanto, calcular a quantidade de plutônio produzido". A AIEA também informou sobre mais reformas em outra instalação de Yongbyon que acredita-se que a Coreia do Norte esteja construindo para enriquecer urânio, mas não pode confirmar o objetivo destas atividades.

Pyongyang afirma que o propósito é produzir urânio pouco enriquecido para um novo reator em construção, mas os especialistas suspeitam que sua verdadeira intenção é obter urânio a um nível apto para produzir armas, como alternativa ao plutônio para a bomba nuclear. A agência baseada em Viena afirmou que, embora as obras no exterior da instalação pareçam terminadas, foram observadas "poucas atividades adicionais", e que não há "nenhuma indicação de que os elementos essenciais tenham sido instalados".

Os especialistas estrangeiros acreditam que Pyongyang, que já utilizou parte de suas reservas para ao menos dois de seus três testes nucleares, ainda possui plutônio suficiente para produzir seis bombas. A AIEA insistiu que as atividades da Coreia do Norte são uma questão de grande preocupação. Seus inspetores não têm acesso ao país desde que foram expulsos em 2009.

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