Juiz condena ex-diretor da Petrobras e doleiro Alberto Youssef

O despacho, feito por Sérgio Moro, foi publicado nesta quarta-feira (22/4).

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postado em 22/04/2015 13:58 / atualizado em 22/04/2015 14:52

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e o doleiro Alberto Youssef estão entre os sete  condenados por crimes cometidos no esquema de corrupção na estatal, investigados pela Operação Lava-Jato, da Polícia Federal (PF). Cumprindo prisão domiciliar no Rio de Janeiro, Costa foi condenado por pertinência a organização criminosa e por lavagem de dinheiro ligados a desvios de recursos na construção da refinaria de Abreu e Lima, localizada em Pernambuco. Ele terá que cumprir sete anos e seis meses de prisão em regime fechado. O despacho, feito pelo juiz federal Sérgio Moro, foi publicado nesta quarta-feira (22/4).

Segundo a Justiça, do total da condenação serão descontados o período em que ele ficou preso na sede da Polícia Federal (PF), em Curitiba, e em regime domiciliar. O texto do juiz destaca que as provas reunidas contra Costa, inclusive por sua própria confissão, indicam que ele passou a dedicar-se à prática do crime visando seu próprio enriquecimento ilícito de de terceiros.

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Já o doleiro Alberto Youssef, que cumpre prisão na carceragem em Curitiba, foi condenado pela prática de lavagem de dinheiro relativo a aquisição de um veículo. De acordo com o despacho, “as provas colacionadas neste mesmo feito, inclusive por sua confissão, indicam que passou a dedicar-se à prática profissional de crimes de lavagem, o que deve ser valorado negativamente a titulo de personalidade", disse Moro. Youssef foi condenado a nove anos e dois meses de reclusão. Por conta da delação, o juiz destacou que o doleiro deverá cumprir três anos da pena em regime fechado.
Tags: juiz
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waldir
waldir - 23 de Abril às 10:51
To sabendo que no ano que vem esses malas já vão tá em liberdade, justiça de merda!!! Gasta um absurdo com aparelho policial, com justiça, com transporte até de avião para esses malas, pra nada... Brasil o País da vergonha mundial.
 
paulo
paulo - 23 de Abril às 07:28
Pena que a pena foi tão curta em relação ao tamanho do prejuízo moral a que nosso País foi condenado...
 
filomena
filomena - 23 de Abril às 02:20
Realmente o crime compensa e muito bem no Brasil. Quem tem medo da lei brasileira? quem pode acreditar nela? onde esta' o resarcimento aos cofres publicos? Com uma pena curta e a grana esperando num pais estrangeiro valeu ou nao bandidos de gravata?
 
Messias
Messias - 22 de Abril às 17:21
Paga a pena correr o risco e assaltar empresa pública, ou o estado? Para quem tem moral, nem por um centavo. Para as mentes delinquentes, o valor do alcance é que determina seus raios de ação. Pelo tamanho da condenação, se não houv er obrigação de devolver a qualquer tempo o valor desviado, vale a pena.
 
Leonardo
Leonardo - 22 de Abril às 14:13
Juiz Togado e outra coisa, tem moral. Temos que ter apenas Juízes concursados em todos os quadros !!!