Planalto prepara pauta após cassação de Cunha e diz não temer ameaças

Com saída do ex-presidente da Câmara, governo pretende focar em reformas e diz não temer ameaças feitas pelo peemedebista afastado

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postado em 14/09/2016 06:10 / atualizado em 14/09/2016 06:31

Ed Alves/CB/D.A Press - 12/9/16


Passada a tempestade do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e da cassação do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o Palácio do Planalto não espera a calmaria e se empenha para votar duas prioridades: a PEC do teto dos gastos e a reforma da Previdência. A previsão é aprovar o limite de gastos até outubro nas duas Casas e apreciar a mudança da Previdência pelo menos na Câmara ainda este ano, deixando só a avaliação dos senadores para 2017.

Nos próximos dias, o presidente Michel Temer pretende se reunir com os líderes da base aliada da Câmara e do Senado para tentar conscientizá-los sobre a importância das pautas para o país. A ideia é convencer os parlamentares da necessidade dessas mudanças para “consertar” a crise econômica que o Brasil enfrenta. “É preciso criar consenso, convencimento e persuasão”, disse um aliado do governo Temer, sobre aprovar as duas propostas que devem ser as principais marcas da atual gestão.

A saída de Cunha do páreo, na avaliação de auxiliares do Planalto, não significa que a aprovação de matérias polêmicas será mais fácil. Segundo interlocutores, ele não era considerado um “empecilho” para a aprovação de matérias. Após a expressiva votação que cassou os direitos políticos de Cunha (450 votos), aliados evitam quantificar o tamanho da base aliada do governo por entenderem que os parlamentares vão se voltar agora — como mostraram na cassação — a ouvir o clamor das ruas.

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Carmelita
Carmelita - 14 de Setembro às 07:32
Eles - os senadores, os deputados, governadores, ministros, ou seja, o Governo - causam o "rombo" na previdência social por meio de desvios ilegais. Depois falam que a tal reforma é necessária para "consertar a crise econômica". Como se a previdência social fosse a responsavel e a causadora da falta de dinheiro no país. Engana-me que eu gosto!