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AGU ajuiza ação de improbidade administrativa contra Camargo Corrêa

Com o novo processo, o total cobrado pela AGU de empreiteiras e executivos chega a R$ 28 bilhões

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postado em 14/10/2016 22:50 / atualizado em 14/10/2016 23:28

Julia Chaib

A Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou na semana passada mais uma ação de improbidade administrativa contra uma das empresas envolvidas na Lava-Jato, a Camargo Corrêa, e seus executivos, no valor de RS 5 bilhões. É a quinta ação ajuizada pela AGU contra empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção na Petrobras, segundo informou ao Correio a advogada-geral da União, Grace Mendonça, em entrevista nesta sexta-feira. A petição da AGU, com 187 páginas, foi ajuizada na 11a Vara Federal em Curitiba e estava sob sigilo até esta noite.

Com o novo processo, o total cobrado pela AGU de empreiteiras e executivos chega a R$ 28 bilhões. Antes, eram R$ 23 bilhões cobrados. Há cinco contratos da Camargo Corrêa sob suspeita por desvios que a empresa teria cometido em três refinarias: Abreu e Lima, em Pernambuco, Henrique Lage, em São Paulo e Getúlio Vargas, no Paraná.

São alvo da ação os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Pedro Barusco Filho, além dos executivos da Camargo Corrêa, João Ricardo Auler, Eduardo Hermelino Leite e Dalton dos Santos Avancini. Outras seis empresas que fazem parte de consórcio nessas obras também são processadas: Sanko Sider; Sanko Serviços de Pesquisa e Mapeamento; Promon Engenharia; Worley- Parsons Engenharia S.A e MPE Montagens e Projetos Especiais. A ação foi ajuizada "visando à reparação dos danos materiais causados pela atuação do cartel e ao ressarcimento do proveito econômico ilicitamente auferido em contratos firmados" com a Petrobras, conforme consta no despacho da 11a Vara Federal de Curitiba.

A Camargo Corrêa já havia sido alvo de ações anteriores pela AGU que somavam R$ 23 bilhões, dos quais R$ 5,6 bilhões são referentes aos prejuizos da Petrobras com o superfaturamento de obras, e R$ 17,4 bilhões em multas que serão aplicadas aos réus. Além da empreiteira, também são processadas a Odebrecht, da Queiroz Galvão, da Mendes Júnior, da Andrade Gutierrez, da UTC e da OAS. Os executivos das empresas também são processados, bem como o doleiro Alberto Yousseff e os ex-dirigentes da Petrobras Paulo Roberto Costa, Renato Costa e Pedro Barusco.

Em entrevista ao Correio, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, disse que os advogados da AGU tiveram acesso no último mês a mais 12 inquéritos da Lava-Jato e trabalham em cima dos dados para propor eventuais novas ações. A AGU trabalha com um grupo de 110 advogados direcionados à ações de probidade administrativas, sendo cinco deles locados em Curitiba, com o objetivo de acompanhar de perto os processos da Lava-Jato.

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