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Após epidemias, saúde vira tema central de candidatos no interior

Os seis municípios que terão segundo turno foram bastante afetados pela dengue. Todos registraram mortes e cinco decretaram epidemia

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postado em 16/10/2016 17:41

Agência Estado

Nove dos 12 candidatos que disputam o segundo turno em cidades do interior paulista elegeram a saúde como tema central da campanha. O estado de São Paulo conviveu com epidemias de dengue e da gripe H1N1 em 2015 e 2016 e o maior número de casos e de mortes pelas duas doenças foi registrado no interior. As seis cidades que terão segundo turno foram bastante afetadas principalmente pela dengue - todas tiveram mortes e cinco decretaram epidemia. Os postos de saúde ficaram abarrotados.

Depois de um primeiro turno marcado pelos ataques entre os principais adversários, com a citação de operações que investigam corrupção, os candidatos à prefeitura de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira (PSDB) e Ricardo Silva (PDT), optaram por uma campanha de propostas no segundo turno e elegeram a saúde como meta principal. A cidade conviveu com epidemias em 2015 e o setor entrou em colapso.

Nogueira promete uma 'revolução' na saúde, como foco na prevenção e na atenção básica, além de ampliação no quadro de médicos e no programa de saúde na escola. Silva quer fazer parcerias com clínicas médicas particulares para diminuir as filas de espera na rede pública.

Em Sorocaba, os concorrentes José Crespo (DEM) e Raul Marcelo (Psol) tratam do tema com enfoques parecidos. Crespo diz que vai colocar mais médicos nas unidades, ampliar o horário e voltar a distribuir pediatras, hoje concentrados na zona norte, para todas as regiões. Marcelo propõe investimentos na primeira infância, acompanhando a gestante desde o pré-natal até a entrada da criança em idade escolar. "Nosso plano é ampliar o horário de funcionamento das unidades de saúde e reorganizar o sistema já no primeiro semestre da nossa gestão", disse.

O candidato do PSDB em Jundiaí, Luiz Fernando Machado, quer ampliar o número de agentes comunitários da saúde e o horário de funcionamento das unidades básicas, além de contratar mais médicos. O atual prefeito e candidato à reeleição, Pedro Bigardi (PSD), prioriza a educação, com ampliação de até 35% nas escolas municipais e criação de mais cinco escolas em tempo integral.

No Guarujá, Haifa Madi (PPS) promete contratar mais médicos, principalmente pediatras e ampliar os leitos hospitalares. "Outra meta nossa é construir dois prontos-socorros infantis e um centro de diagnóstico municipal a fim de acabar com a demora nos exames", disse. Seu adversário, o médico Válter Suman (PSB), também elegeu a saúde como meta. "Nosso compromisso é resolver o caos que se instalou na saúde no Guarujá e em Vicente de Carvalho (distrito). É o maior problema da cidade hoje." Ele quer ampliar e reformar unidades e separar o atendimento da pediatria e dos adultos.

Em Bauru, Raul Gonçalves (PV) propõe a transformação de um antigo posto na região central no 'Poupatempo da Saúde', funcionando como um centro de especialidade e diagnóstico para desafogar e dar apoio às unidades de saúde. Já seu adversário, Clodoaldo Gazzetta (PSD), embora também tenha propostas para a saúde, defende um governo participativo, com a criação de subprefeituras para o crescimento sustentável da cidade.

A construção de mais um hospital na cidade é a principal proposta do candidato do DEM, Gilson de Souza, em Franca. Ele também quer ampliar os mutirões para consultas e cirurgias eletivas. "Quando deputado (estadual), solicitei um levantamento ao departamento regional de saúde do Estado e foi apontada a necessidade de Franca ter um novo hospital." Seu adversário, Sidnei Franco da Rocha, do PSDB, tem a educação como foco principal, com a ampliação dos programas educacionais Mais Creche, Cursinhos Populares, Bolsa Universidade e Primeira Chance, mas também promete contratar médicos e agendar consultas pela internet.

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