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Eduardo Cunha classifica prisão preventiva como "absurda"

Segundo o advogado, o pedido de prisão de Ministério Público Federal (MPF) ficou parado por quatro meses no Supremo Tribunal Federal (STF)

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postado em 19/10/2016 14:59 / atualizado em 19/10/2016 16:58

Patrícia Rodrigues - Especial para o Correio

O deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) classificou o pedido de prisão preventiva, por ordem do juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava-Jato, como “absurda”. Em uma postagem no Facebook, ele afirmou que a decisão judicial foi tomada "sem nenhuma motivação". 

Ao Correio, o advogado de Cunha, Pedro Ivo Velloso, afirmou que a defesa ainda estuda quais atitudes serão tomadas. "Tudo é muito recente, acabamos de saber", informou.


Segundo o advogado, o pedido de prisão de Ministério Público Federal (MPF) ficou parado por quatro meses no Supremo Tribunal Federal (STF). "Se (a prisão) tivesse fundamento, não teria ficado parada, justificou.

 

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Os procuradores do MPF sustentaram o pedido de prisão de Cunha com a justificativa de que a liberdade do ex-parlamentar representava risco à instrução do processo, à ordem pública, como também a possibilidade concreta de fuga em virtude da disponibilidade de recursos ocultos no exterior, além da dupla nacionalidade (Cunha é italiano e brasileiro).

Leia o post de Cunha no Facebook:


Tendo em vista o mandado de prisão preventiva decretado hoje pela 13º Vara Federal do Paraná, tenho a declarar o que se segue:

Trata-se de uma decisão absurda, sem nenhuma motivação e utilizando-se dos argumentos de uma ação cautelar extinta pelo Supremo Tribunal Federal.

A referida ação cautelar do supremo, que pedia minha prisão preventiva, foi extinta e o juiz, nos fundamentos da decretação de prisão, utiliza os fundamentos dessa ação cautelar, bem como de fatos atinentes a outros inquéritos que não estão sob sua jurisdição, não sendo ele juiz competente para deliberar.

Meus advogados tomarão as medidas cabíveis para enfrentar essa absurda decisão.

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