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Relembre os principais fatos que culminaram na prisão de Eduardo Cunha

Ex-presidente da Câmara dos Deputados foi detido nesta quarta-feira, por ordens do juiz Sérgio Moro

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postado em 19/10/2016 17:20 / atualizado em 19/10/2016 17:29

Correio Braziliense

EVARISTO SA

O deputado cassado Eduardo Cunha foi preso nesta quarta-feira (19/10) perto do prédio onde mora, na Asa Sul, em Brasília. O pedido de prisão foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF), que argumentava sobre os riscos de fuga que existiriram caso o ex-parlamentar permanecesse em liberdade. O juiz federal Sérgio Moro acatou o pedido do MPF e determinou a prisão temporária do peemedebista.

Relembre os principais fatos que culminaram na prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados:

Presidência da Câmara
Eduardo Cunha foi eleito presidente da Câmara dos Deputados em fevereiro de 2015. A vitória do peemedebista significou a maior derrota política do governo Dilma até então. Embora tenha adotado um tom conciliador em seu discurso, Cunha deixou claro que a relação com o governo se daria em outro patamar: a fatura seria salgada, e a governabilidade, quando houvesse, teria de ser negociada caso a caso.


Fim da Aliança com o PT
Cinco meses após assumir a presidência da Câmara, Eduardo Cunha decretou o fim da aliança com o Partido de Dilma Rousseff, o PT. Ele afirmou que o PMDB ainda estava na base de governo da presidente Dilma Rousseff, pois tem "responsabilidade com a governabilidade", mas comparou a relação a um casamento em que o casal "dorme em quartos separados".

Citação na Lava-Jato
A primeira vez que o nome de Eduardo Cunha apareceu no inquérito da Lava-Jato foi quando o lobista Julio Camargo, em sua delação premiada à Justiça Federal, citou o então presidente da Câmara. Camargo havia afirmado que Cunha pressionava Fernando Baiano - suposto operador do PMDB no esquema de corrupção da Petrobras - para o pagamento de propina. À época, o parlamentar disse que era inocente e que foi "escolhido para ser denunciado".

Denúncia de Janot

Em agosto, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou Cunha por recebimento de propina para que um contrato de navios-sonda da Petrobras fosse viabilizado. De acordo com Janot, Cunha teria recebido US$ 5 milhões para viabilizar a contratação de dois navios junto ao estaleiro Samsung Heavy Industries em 2006 e 2007. Em  depoimento à Comissão Parlamentar de Inquerito (CPI) Cunha jurou não ter a conta.

EVARISTO SA


Contas na Suíça
Após um pente-fino nas transações de operadores do esquema de corrupção da Lava-Jato, o Ministério da Suíça bloqueou uma conta que teria como beneficiário o então presidente da Câmara dos Deputados.

Processo no Conselho de Ética
Em outubro de 2015, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados instaurou o processo contra Eduardo Cunha. A acusação é de que o parlamentar teria mentido na CPI ao afirmar que não havia contas na Suíça. A bancada do PT decidiu votar contra Cunha, causando a ira do peemedebista.

Impeachment de Dilma
Dias após o PT anunciar o voto contrário a Cunha no Conselho, o então presidente da Câmara dos Deputados decidiu aceitar o pedido de impeachment contra Dilma Rousseff. À época, a presidente chegou a dizer que Cunha era o "pecado original do processo".

Cunha no STF
Em março de 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) acatou por unanimidade a abertura do processo criminal contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Afastamento do mandato
Em maio de 2016, o relator da Operação Lava-Jato, o ministro Teori Zavascki, concedeu uma liminar que decreteva o afastamento imediato de Cunha das atividades de deputado federal e, consequentemente, da presidência da Câmara. A saída do parlametar abriu um cenário de instabilidade no Congresso no momento em que o então vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) precisaria de uma base aliada robusta para aprovar projetos importantes, principalmente na área econômica, quando assumisse a presidência da República.

Operação Lava-Jato cobra R$ 80 milhões de Eduardo Cunha
Em junho de 2016, o MPF cobrou R$ 80,67 milhões do presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha e mais R$ 17,8 milhões da mulher dele, Cláudia Cruz, em ação de improbidade administrativa. O valor corresponde ao acréscimo patrimonial ilícito de Cunha e Cláudia e ressarcimento do dano causado ao erário.

Cunha torna-se réu no STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu em junho a segunda denúncia criminal contra o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por desvios na Petrobras, investigados na Operação Lava-Jato.

Ed Alves/CB/D.A Press


Renúncia à presidência
Após dois meses de afastamento, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) renunciou ao cargo de presidente da Câmara dos Deputados. "Sofri e sofro muitas perseguições, estou pagando alto preço por ter dado inicio ao impeachment, a principal causa do meu afastamento", disse aos prantos na ocasião.

Cassassão do mandato de Deputado
Por 450 votos favoráveis, o Plenário da Câmara aprovou em setembro a cassação do mandato do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Com a derrota, o parlamentar perdeu o foro privilegiado e o processo contra ele cai nas mãos do juiz federal Sérgio Moro.

Prisão de Cunha
Em 19 de outubro, o juiz Sérgio Moro decretou a prisão preventiva de Eduardo Cunha.

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