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Análise da Notícia: entenda a prisão de Eduardo Cunha

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postado em 19/10/2016 17:34 / atualizado em 19/10/2016 18:20

Leonardo Cavalcanti /

A partir de trechos do pedido e da ordem de prisão, é possível elencar alguns motivos para o peemedebista Eduardo Cunha ser despachado pela Polícia Federal para Curitiba. Da lista, poucos são novidades para quem acompanha diretamente as investigações — “dissipação do produto do crime (o dinheiro), fuga para o exterior, “caráter serial dos crimes”, tentativa de atrapalhar as investigações. Assim, a pergunta que deve ser feita é simples: por que o ex-presidente da Câmara não foi para a cadeia antes?

O Supremo Tribunal Federal (STF) já havia aceitado denúncia contra Cunha por existência de contas na Suíça. E tal processo foi repassado ao juiz federal Sérgio Moro no último dia 13, uma quinta-feira, afinal o peemedebista perdeu o cargo de deputado e, com isso, a prerrogativa de foro privilegiado. A prisão de Cunha era questão de horas, portanto. O próprio parlamentar tinha poucas dúvidas que isso ocorreria, principalmente depois que deixou a Câmara e o processo foi para Curitiba.

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O pedido de prisão do Ministério Público, que chegou às mãos de Moro na última segunda (17), às 11h30 — três dias úteis depois do envio do processo do STF para Curitiba. O ministro Teori Zavascki havia decidido enviar duas ações penais para a primeira instância — uma delas sobre as contas na Suíça — e também arquivar o pedido de prisão da Procuradoria-Geral feito ainda no mês de maio. A partir de agora, com Cunha preso, o que está em jogo é o que ele vai falar numa eventual delação.

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