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Dissidente do PT e ligado à Universal: extremos disputam prefeitura do Rio

PSol de Marcelo Freixo de PRB de Marcelo Crivella ganharam espaço com a derrocada do PT e o fracasso do PMDB na briga pela prefeitura

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postado em 30/10/2016 08:00

Denise Rothenburg

Com os grandes partidos fora da disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro, sobraram os extremos: O PRB, ligado à Igreja Universal, representado pelo candidato Marcelo Crivella; e Marcelo Freixo, com o PSol, criado a partir de uma dissidência do PT quando o partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva partiu para a reforma da Previdência Social e se viu enroscado no mensalão. Ambos lutam para ocupar posição de destaque no cenário local de forma a projetar as respectivas legendas para, em 2018, herdar os votos daqueles que ficaram de fora. O PRB sonha em tomar o lugar do PMDB. E o PSol, em ficar com os eleitores do PT que conduziram Lula e Dilma Rousseff à Presidência da República e Lindbergh Farias ao Senado.

O conservadorismo crescente demonstrado nas eleições de 2014 no Rio de Janeiro reflete-se nas pesquisas de opinião e favorece os planos do PRB. Crivella aparece com 58% dos votos válidos, contra 42% de Freixo, conforme registra o levantamento do Datafolha divulgado ontem. A diferença, entretanto, não pode ser vista com um já ganhou do candidato do PRB. Crivella está em curva descendente. Na pesquisa passada aparecia com 63% dos votos válidos. A curva crescente de Freixo levantou o ânimo dos integrantes do partido, que passaram o dia de ontem nas ruas do Rio de Janeiro, em busca dos votos dos indecisos.

Crivella, entretanto, espera contar com o apoio do PMDB e do PSDB para consolidar a vitória. Nos últimos dias, adotou uma campanha morna para evitar conflitos e agregar os votos conservadores. Freixo, por sua vez, tentou empurrar o adversário para o gueto da Igreja Universal, da qual Crivella é bispo licenciado.

Enquanto os dois se enfrentam, o PMDB observa os movimentos de ambos totalmente dividido. Uma parte aposta em Crivella para evitar Freixo. Outra ala, que inclui Jorge Picciani, pai do ministro do Esporte, Leonardo Picciani, aposta em Freixo para evitar que Crivella emplaque na prefeitura e acabe se tornando um potencial candidato ao governo do Rio em  2018.

A avaliação interna do PMDB é a de que qualquer outro candidato derrotaria Crivella em um segundo turno. Com Freixo, dizem eles, a vida de Crivella ficou mais fácil, mas, ainda assim, o candidato do PRB não conseguiu evitar uma curva decrescente nas pesquisas. A esperança do PSol é a de que essa curva se mantenha hoje dando ao partido a chance de administrar uma grande capital, e, em caso de sucesso, ocupar o lugar do PT em 2018. Crivella, que também deseja a chance de governar pela primeira vez, espera ocupar o lugar do PMDB nos votos conservadores. Não por acaso, nos bastidores, há quem classifique essa disputa no Rio como a dos “partidos herdeiros” da esquerda e do conservadorismo.

Belo Horizonte

Os dois candidatos à prefeitura de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS) e João Leite (PSDB), chegam ao dia da votação embolados e tecnicamente empatados. A disputa vem acirrada desde o primeiro turno e torna indefinido o cenário. Nas últimas semanas, Kalil assumiu a liderança, mas a margem de erro nas pesquisas deixa o resultado final em aberto. Além disso, a campanha do tucano João Leite ganhou o reforço de peso do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG).

A decisão de Aécio de participar diretamente da campanha ocorreu após ele sofrer ataques diretos desferidos pelo ex-presidente do clube de futebol Atlético-MG. O principal nome do PSDB em Minas Gerais apelou para a “responsabilidade” do eleitor e pediu voto no penúltimo dia da exibição dos programas. Na participação no vídeo, que durou dois minutos, ele disse que a campanha antipolíticos de Kalil “é má política”.

No vídeo, Aécio se dirige aos eleitores e afirma que uma cidade com a complexidade de Belo Horizonte precisa de experiência, responsabilidade e capacidade de diálogo. “Não vamos perder a oportunidade de colocar BH no caminho seguro, o único que pode melhorar de verdade a sua vida. Não vamos nos enganar, venha conosco, vamos com João Leite, porque BH merece respeito”.

A entrada do presidente nacional do PSDB dividia a legenda. Mas ela se tornou premente após Kalil ter partido para o ataque direto aos tucanos. Em recente debate na TV, o empresário chegou a dizer que Aécio estava sendo investigado na Operação Lava-Jato. João Leite rebateu, afirmando que ele era citado na “esgotosfera” e Kalil completou, dizendo tratar-se de uma investigação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em razão de uma delação do ex-senador Delcídio do Amaral. Kalil disse ainda que “o governo Anastasia (Antonio Anastasia, atual senador pelo PSDB mineiro) queimou a previdência de milhares de pessoas”.

 

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