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Após protestos, Picciani exclui aumento da Previdência de pacote no Rio

"Conversei com deputados de diversos partidos e já comuniquei a decisão ao secretário de Governo. Isso (o aumento das contribuições) causaria uma grave crise social", disse Picciani

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postado em 09/11/2016 18:00

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado Jorge Picciani (PMDB), anunciou nesta quarta-feira, 9, que vai retirar do pacote de ajuste fiscal do governo do Estado a proposta de institui, provisoriamente, alíquota adicional de contribuição previdenciária de 16% sobre a remuneração dos servidores ativos e inativos e a eleva para 30% para inativos que ganham até R$ 5.189,22. A medida já havia sido considerada inconstitucional pelo desembargador Custódio de Barros Tostes, que na noite de terça-feira (8/11), concedeu medida liminar suspendendo-a.


"Conversei com deputados de diversos partidos e já comuniquei a decisão ao secretário de Governo. Isso (o aumento das contribuições) causaria uma grave crise social", disse Picciani.

A medida foi anunciada no dia seguinte à invasão da Assembleia por milhares de servidores, liderados por policiais, bombeiros e agentes penitenciários, em protesto contra a medida. Nesta quarta-feira, Picciani vai anunciar um calendário de discussões das 21 medidas restantes no pacote do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) que chegou na Alerj na sexta-feira passada (4/11). Os debates vão do próximo dia 16 ao dia 30. Nesse período, serão aparentadas pelos deputados emendas aos projetos do Executivo.

 

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Na tarde desta quarta, servidores das áreas de educação e saúde, entre outras, fazem protesto na porta da Alerj para pressionar a Casa a votar contra o pacote. Na invasão de ontem, houve danos ao patrimônio. Nesta quarta, o policiamento - que na véspera não reprimiu a manifestação dos colegas, em alguns casos recebidos com abraços e palavras de solidariedade - foi bastante reforçado

"Não vai ser na base da violência nem da força física que vão impedir o parlamento de funcionar. Somos um poder desarmado. O parlamento não se curva a isso", afirmou o presidente.

 

Por Agência Brasil 

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