36ª fase da Lava-Jato aprofunda investigação sobre operadores financeiros

A PF apura as práticas de corrupção, manutenção não declarada de valores no exterior e lavagem de dinheiro

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postado em 10/11/2016 06:52 / atualizado em 10/11/2016 08:22

Alvos desta fase são empresas ligadas aos operadores financeiros Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran, responsáveis por lavar mais de R$ 50 milhões para empresas investigadas na operação

A pedido da força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR) são cumpridos nesta quinta-feira, 10 de novembro, mandados prisão e de busca e apreensão com o objetivo de apreender documentos e outras provas relacionadas a atuação criminosa de Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran, operadores financeiros especializados na lavagem de capitais de grandes empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato.

A partir das investigações foram encontradas diversas evidências de que os operadores utilizaram-se de mecanismos sofisticados de lavagem de dinheiro, entre os quais o uso de contas bancárias em nome de offshores no exterior, a interposição de empresas de fachada e a celebração de contratos falsos.

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As provas coletadas em fases anteriores da Operação Lava Jato, somadas à análise das informações obtidas por intermédio de afastamentos de sigilo bancário, fiscal e telemático, permitiram identificar que os referidos operadores financeiros participaram ativa e continuamente do grande esquema criminoso de corrupção investigado pela força-tarefa. Também foram colhidos depoimentos e provas por meio de acordos de colaboração, em que executivos confirmaram a natureza dos repasses financeiros aos envolvidos com o objetivo de praticar a lavagem dos capitais.

Neste contexto criminoso, Rodrigo Tacla Duran foi responsável por lavar dezenas de milhões de reais por intermédio de pessoas jurídicas por ele controladas. Diversos envolvidos no caso valeram-se dessas empresas a fim de gerar recursos para realizar pagamentos de propina, como a UTC Engenharia e a Mendes Júnior Trading Engenharia, que repassaram, respectivamente, R$ 9.104.000,00 e R$ 25.500.000,00 ao operador financeiro entre 2011 e 2013. No mesmo período, outras empresas contratadas pela administração pública também realizaram depósitos de mais de R$ 18 milhões com o mesmo destino.

As investigações também comprovaram que Adir Assad, por meio de transferências de contas mantidas por suas empresas em território nacional, repassou R$ 24.310.320,37 para Rodrigo Tacla Duran. No mesmo sentido, empresas ligadas a outro operador, Ivan Orefice Carratu, pessoa ligada a Duran, receberam de Adir Assad a quantia de R$ 2.905.760,10.
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