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Lava-Jato: alvos da 36ª fase, doleiros são acusados de lavar R$ 50 milhões

Adir Assad - já preso e condenado - e Rodrigo Duran teriam operado esquema para UTC e Mendes Jr., fornecedoras da Petrobras

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postado em 11/11/2016 06:00 / atualizado em 11/11/2016 01:23

Eduardo Militão

A Polícia Federal foi às ruas na quinta-feira (10/11) para prender o advogado Rodrigo Tacla Duran e intimar o doleiro Adir Assad por mais um mandado de prisão contra ele, que já foi condenado e preso na Lava-Jato. Nessa quinta, mais de 90 policiais foram cumprir 18 ordens de busca e apreensão autorizadas pelo juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, na 36ª fase da operação.

De acordo com o Ministério Público, os dois alvos são “responsáveis por lavar mais de R$ 50 milhões para empresas investigadas” no caso. A PF afirma que Assad e Tacla são “importantes operadores financeiros responsáveis pela movimentação de recursos de origem ilegal, principalmente oriundos de relações criminosas entre empreiteiras e empresas sediadas no Brasil com executivos e funcionários da Petrobras”. Tacla não foi encontrado pela polícia. Sérgio Moro determinou a inclusão de seu nome na relação de procurados pela Interpol.

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A reportagem não localizou a defesa de Assad. Tacla não retornou os contatos do Correio em um telefone registrado como dele.

“A partir das investigações, foram encontradas diversas evidências de que os operadores utilizaram-se de mecanismos sofisticados de lavagem de dinheiro, entre os quais o uso de contas bancárias em nome de offshores no exterior, a interposição de empresas de fachada e a celebração de contratos falsos”, informa o Ministério Público. De acordo com o procurador Roberson Pozzobom, o dinheiro era pago pelas construtoras aos operadores e depois voltava às empreiteiras em espécie. Segundo ele, era isso que alimentava práticas ilegais, como o caixa dois.

 

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