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Janot: reação de políticos e empresários à Lava-Jato é "autopreservação"

'Quando você toca em centros de poder político e econômica, deve ser até autopreservação, que impõe uma reação desses centros de poder', afirmou procurador Geral da República

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postado em 11/11/2016 12:40 / atualizado em 11/11/2016 13:04

Eduardo Militão

 Lula Marques/Agencia PT

O procurador geral da República, Rodrigo Janot, afirmou, na manhã desta sexta-feira (11/11), que a reação de “centros de poder” político e econômico é natural em grandes investigações, como a Lava-Jato.  “Óbvio que, em investigações desse porte, quando você toca em centros de poder político e econômica, deve ser até autopreservação, que impõe uma reação desses centros de poder.”

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Janot listou 13 propostas de lei feitas na Itália em reação à Operação Mãos Limpas, que atingiu políticos e grandes empresários naquele país nos anos 90. As normas objetivavam minar as apurações. “Essa medidas legislativas na Itália, de uma certa forma ou outra, são discutidas aqui no Brasil”, completou o procurador. “Podemos fazer essa leitura dessa provável reação dos centros de poder.”

Ele disse que ninguém é contra um projeto moderno de abuso de autoridade e de melhores regras para os acordos de leniência. Mas criticou a velocidade com que essas propostas são analisadas no Congresso e atacou parte do conteúdo. Para Janot, o projeto de abuso de autoridade tem redação “aberta” que permite punir o servidor porque interpretou as leis criminais.

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