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Ninguém revelou a mim intenção de sair do PT, diz Falcão

A corrente Construindo um Novo Brasil (CNB) conseguiu aprovar, por 52 votos a 27, a proposta de eleger a direção nacional do partido em 2017

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postado em 11/11/2016 18:47

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, falou novamente nesta sexta-feira (11/11), que não ouviu de ninguém a intenção de sair do PT em virtude da crise que o partido passa e do descontentamento com a ideia majoritária de eleição para a direção do partido decidida em reunião hoje, na capital paulista


A corrente Construindo um Novo Brasil (CNB) conseguiu aprovar, por 52 votos a 27, a proposta de eleger a direção nacional do partido em 2017 a partir de delegados escolhidos em congressos estaduais. Para Falcão, não há temor de que as correntes vencidas nessa escolha debandem do partido. "Essas notícias de saídas do PT eu só tenho conhecimento delas por noticiário. Ninguém até o momento revelou para mim intenção de qualquer decisão de sair do PT", disse o presidente. "Não significa que amanhã ou depois alguém possa sair, não tenho informação sobre esses movimentos", completou.

Falcão reforçou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve papel decisivo na articulação do diretório para escolher a forma de eleição da direção petista em abril do ano que vem.

 

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Trump


Em resolução aprovada pelo Diretório Nacional do PT, o partido afirma que a eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos exige da legenda e da esquerda uma reorganização em escala internacional. Além da eleição norte-americana, o quadro é agravado pelo crescimento da direita na Europa e no continente americano - especialmente na Argentina, no Brasil e na Venezuela, afirma o documento.

A resolução também repudia repressão a movimentos que têm se posicionado contrários às medidas do presidente Michel Temer (PMDB), que o documento classifica como "governo golpista." Os atos praticados por policiais no Rio de Janeiro e em São Paulo e a decisão do juiz Alex Costa de Oliveira, que autorizou a adoção de técnicas consideradas como tortura para a desocupação de uma escola em Brasília, são citados na resolução como casos de repressão.

O PT aponta também que algumas das decisões da Justiça estão revogando direitos garantidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas, como o julgamento sobre a desaposentação e a extensão da terceirização para todas as atividades de uma empresa, no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em entrevista coletiva, Falcão criticou ainda o pacote de 10 medidas contra a corrupção nos pontos em que, para ele, a proposta reduz a capacidade de apresentação do habeas corpus e aceita provas obtidas ilegalmente.

"São iniciativas que mostram que estamos no limiar do estado de exceção", afirmou o presidente do PT, ao comentar os casos em que a resolução classifica como repressão e perseguição a movimentos sociais, estudantes e partidos de esquerda que se manifestam contra o presidente Michel Temer.

A resolução convoca os militantes do partido para o Congresso Nacional do PT, em abril, um "instrumento de reorganização, renovação, revitalização e retificação de nossas práticas internas, mas também de nossas relações com a sociedade." 

 

Por Agência Estado

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