SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

'Não sou religioso', rebate Janot sobre 'pacto diabólico' citado por Lula

"Nós vivemos num País livre [...] Ele tem todo direito de externar as opiniões e as críticas que entender necessárias", afirmou

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 11/11/2016 22:14

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, evitou comentar a manifestação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que disse ver um "pacto quase diabólico" entre Polícia, Justiça e Ministério Público na Operação Lava Jato. Ao ser questionado sobre a fala do petista, Janot fez um breve comentário sobre a liberdade de manifestação e concluiu: "O que posso dizer é que eu não sou religioso".

"Nós vivemos num País livre, onde o direito de crítica e de manifestação é assegurado na constituição. Eu não tenho que me referir ao que ele disse. Ele tem todo direito de externar as opiniões e as críticas que entender necessárias", afirmou o procurador-geral da República.

Ontem, o ex-presidente fez um discurso duro contra a imprensa, delegados da Polícia Federal, procuradores do Ministério Público e o juiz Sérgio Moro. "A menor preocupação é com a verdade", disse Lula em seu discurso.
 
 
Réu em três processos relacionados a casos de corrupção, Lula criticou a força-tarefa da Lava Jato na noite desta quinta-feira (10/11), durante ato de lançamento da campanha "Um Brasil Justo pra Todos e pra Lula", em São Paulo.

"Eu penso que eles cometeram um pequeno erro. É que eles mexeram com a pessoa errada. Eu não tenho nenhuma preocupação de prestar contas à Justiça brasileira. O que eu tenho preocupação é quando eu vejo um pacto quase diabólico entre a mídia, a polícia federal, o ministério público e o juiz que está apurando todo esse processo", disse o petista, diante de um auditório lotado com centenas de pessoas na Casa de Portugal, na Liberdade, zona sul de São Paulo.

Lula acusou a Lava Jato de mentir para a população. "Não me sinto confortável participando de um ato da minha defesa. Eu me sentiria confortável participando de um ato de acusação à força-tarefa da Lava Jato, que está mentindo para a sociedade brasileira", afirmou o ex-presidente.
 
Por Agência Estado 

publicidade

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.

publicidade