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PR adia expulsão de Clarissa, filha ex-governador Anthony Garotinho

Por uma "questão de elegância", partido deixa para semana que vem punição à deputada, filha do ex-governador Garotinho, preso na quarta-feira. Ele segue internado, mas, no blog pessoal, assessores celebram a prisão de Sérgio Cabral

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postado em 18/11/2016 06:10

Paulo de Tarso Lyra /Correio Braziliense

Reprodução/Internet


Um dia após a prisão do ex-governador do Rio, Anthony Garotinho, a executiva nacional do PR adiou o pedido de expulsão da filha do ex-governador, a deputada Clarissa Garotinho. Principal nome da executiva carioca do partido, Clarissa é acusada de descumprir uma orientação partidária de votar a favor da PEC que limita o teto de gastos à inflação do ano anterior. Além disso, ela divulgou um vídeo posicionando-se contrária à medida de austeridade fiscal. O julgamento foi suspenso por conta de um pedido de vistas coletivo do colegiado do partido.

“Não foi decidido, porque houve um pedido de vista conjunto dos membros da Executiva. Eles querem analisar melhor para não cometer injustiça”, afirmou o presidente nacional do PR, o ex-ministro Antonio Carlos Rodrigues (SP). “Acho que fica para a próxima segunda-feira agora”, emendou Rodrigues.

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O presidente do PR disse que os integrantes da Executiva também pediram vista dos processos disciplinares contra os deputados do PR Zenaide Maia (RN), que também votou contra, e Silas Freire (PI), que se absteve. Outros dois deputados do partido que se ausentaram da votação não são alvo de processos. Ele nega que o adiamento tenha alguma relação com a prisão do pai de Clarissa. Garotinho foi preso preventivamente na última quarta-feira em um apartamento no Flamengo, sob acusação de compra de votos durante a disputa municipal em Campos dos Goytacazes.

O Correio apurou, contudo, que houve sim um cuidado para não se praticar um “ato de deselegância” com a parlamentar, já abalada com a detenção do pai. Mas, em nenhum momento, integrantes da direção nacional do partido indicaram uma reversão na decisão de expulsar a parlamentar fluminense. “Clarissa Garotinho é carta fora do baralho”, resumiu um integrante do comando partidário.

O PR já se prepara para seguir a vida sem a família Garotinho. Mesmo sendo, oficialmente, o presidente estadual do partido, o ex-governador já vinha enfrentando divergências com a cúpula partidária. Dos cinco deputados federais que vieram com Garotinho para o PR, apenas Clarissa permanecia na bancada. Ela também era a responsável por ditar as regras no diretório municipal, apesar de este ser presidido por Aluísio Gama. Clarissa foi uma das principais defensoras da aliança do PR com o PRB do senador Marcelo Crivella, que acabou sendo eleito prefeito do Rio de Janeiro.

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