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Acordo para limitar produção de petróleo é muito provável, diz ministro

Irã e Iraque pareciam ser os membros mais relutantes em concordar com um corte na produção

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postado em 19/11/2016 16:22

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) "muito provavelmente" vai chegar a um acordo no fim deste mês para limitar a produção, disse neste sábado (19/11) o ministro do Petróleo do Irã, Bijan Zangeneh. "Se os produtores conseguirem cooperar, os preços de petróleo podem voltar para US$ 55 a US$ 60 o barril, o nível que membros da Opep consideram apropriado para produtores e consumidores", disse Zangeneh, segundo a agência de notícias Shana, ligada ao ministério.

Irã e Iraque pareciam ser os membros mais relutantes em concordar com um corte na produção. O cartel, composto por 14 países, se reúne em Viena em 30 de novembro para discutir o assunto. Desde meados de 2014, os preços internacionais de petróleo já caíram mais de 60%. A Opep concordou em setembro em reduzir a produção para ajudar a diminuir o excesso de oferta que vem pressionando as cotações. No entanto, os detalhes sobre como reduzir entre 2% e 4% a produção foram deixados para mais tarde.

Zangeneh não explicou como o Irã vai participar do acordo, mas uma autoridade iraniana do setor reiterou que o país ainda pretende alcançar sua participação de mercado anterior às sanções, de 4 milhões de barris diários. "Estamos quase lá", disse. O Irã disse que produziu 3,92 milhões de barris em outubro, mas vários projetos de petróleo entraram em operação desde então. O país vem elevando sua produção desde o fim das sanções internacionais, em janeiro, e seus vizinhos do Golfo Pérsico dizem que só vão limitar a produção se o Irã fizer o mesmo.

O Iraque, que contesta os números usados pela Opep para avaliar sua produção, vem demonstrando nos últimos dias mais disposição para chegar a um acordo. Em entrevista ao The Wall Street Journal na sexta-feira, o ministro iraquiano do Petróleo, Jabbar al-Luaibi, disse que Bagdá estava acertando suas diferenças com analistas independentes usados pela Opep.
 
Por Agência Estado 

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