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Prisão de Cabral é confirmação de que promessa petista ficou no passado

Uma das acusações que pesam contra o peemedebista é o superfaturamento nas obras do Maracanã

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postado em 21/11/2016 06:00 / atualizado em 21/11/2016 06:27

Paulo de Tarso Lyra /Correio Braziliense

Reprodução/Internet
 
A prisão do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral Filho (PMDB), na última quinta-feira, é mais uma prova concreta e cruel de que o imaginário do Brasil grande que permeou o discurso petista dos últimos 13 anos ruiu carcomido pela corrupção. Uma das acusações que pesam contra o peemedebista é o superfaturamento nas obras do Maracanã. O maior estádio do mundo sediou a final da Copa de 2014 entre Argentina e Alemanha e brilhou na abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos. O Itaquerão, construído para abrir o Mundial de dois anos atrás em um estado que já contava com o Morumbi e o Pacaembu, está na delação da Odebrecht e, hoje, tem uma série de vazamentos que colocam em risco a vida dos fiéis corintianos que lotam o estádio desde então.


“Eu queria dizer a vocês que nós, brasileiros, temos orgulho do que nós somos. E somos um povo que, mesmo nas adversidades, nós não desistimos nunca. Isto é o Brasil de 2014”, projetou Lula, em julho de 2010, quando a Copa se despedia da África do Sul e iniciava-se a jornada brasileira. O Brasil já havia sido retratado em uma capa histórica da The Economist, em 2009, com o Cristo Redentor parecendo um foguete e o título o Brasil decolou. Em 2013, quando a recessão ainda era “um discurso feito pelos oposicionistas que são contrários às conquistas dos mais carentes”, como dizia a presidente Dilma Rousseff, a mesma The Economist apresentou um Cristo Redentor desgovernando, despencando dos céus. E o título: “O Brasil estragou tudo?”.

O espetáculo do crescimento, que tivera o ápice nos 7,5% de aumento do PIB em 2010, transformou-se em uma recessão que já dura dois anos. O pleno emprego, com 5% de índice de desocupação, virou um desemprego na casa dos dois dígitos. A Usina de Belo Monte, concebida para suprir os riscos de um apagão, como o que convulsionou o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, agora é investigada sob a acusação de formação de cartel denunciada pela Andrade Gutierrez. “A concepção política do PT remete ao Brasil grande dos governos militares, onde o estado era responsável pelo financiamento e planejamento e a iniciativa privada vinha a reboque”, comparou o analista de risco político e professor aposentado Paulo Kramer.

O alto investimento em infraestrutura e a insistência — especialmente da presidente Dilma Rousseff, na concepção dos modelos de concessões ao longo do primeiro mandato — também contribuíram com a derrocada da economia brasileira. “O PT tinha a mania de interferir em tarifas e taxas de retorno. Isso afugentava a iniciativa privada e acaba onerando os cofres públicos. É bom lembrar que, nesse período, o Tesouro Nacional foi obrigado a capitalizar o BNDES em quase meio trilhão de reais”, prosseguiu Kramer.

Para o professor de ciência política da FGV-Rio, Sérgio Praça, o Brasil viveu nos últimos anos uma “tempestade perfeita”, que levou o país da euforia ao caos em menos de uma década. “Nós tivemos um aumento considerável em investimentos em infraestrutura neste período. São obras volumosas, com recursos abundantes, o que estimula a corrupção”, afirmou Praça. Além disso, ele enumera outros três fatores: a falta de transparência nas estatais; a tradição, já antiga, das empreiteiras de se organizarem em cartéis para garantir lucros maiores; e a dependência do sistema política no financiamento à base de propinas.

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Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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Carlos
Carlos - 22 de Novembro às 09:20
O ódio estampado na imprensa. O Brasil melhorou, mas o que se vê são grupos organizados alinhados com seus pares criando um cenário de ódio pela esquerda. A fatura vai chegar mais cara para todos e o pedido de socorro será inevitável. Aí quero ver essa turma se pronunciar.
 
carlos
carlos - 21 de Novembro às 12:22
ALIÁS, O QUE ACONTECEU COM ELE E GAROTINHO, DEVERIA ACONTECER COM OUTROS QUE NEM SEQUER FORAM INVESTIGADOS, COMO OS CITADOS DO PSDB E DEM!
 
carlos
carlos - 21 de Novembro às 12:21
MAS CABRAL É PMDB!

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