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Geddel: conversa com Temer foi 'tranquila' e pedi celeridade à Comissão

À reportagem, Geddel também falou que, após tomar conhecimento sobre a possibilidade de ser aberto um processo contra ele na Comissão de Ética, ligou para integrantes do colegiado dizendo que apoiava a medida e pediu celeridade

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postado em 21/11/2016 16:58

AFP / EVARISTO SA

No centro da nova crise que atingiu o Palácio do Planalto, o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) se reuniu nesta segunda-feira (21/11) com o presidente Michel Temer. O encontro, realizado no gabinete do presidente no Palácio, ocorreu pouco depois de a maioria dos integrantes da Comissão de Ética Pública da Presidência da República se posicionar pela abertura de um processo contra o ministro.

"A conversa foi tranquila", afirmou Geddel à reportagem. Questionado se Temer havia dado apoio, o ministro respondeu rapidamente: "Claro, claro." Segundo auxiliares do Palácio, o presidente Michel Temer deve fazer um pronunciamento a favor de Geddel na tarde desta segunda-feira por meio do porta-voz. Além da conversa de hoje, eles teriam mantido contato ao longo do final de semana por telefone.

À reportagem, Geddel também falou que, após tomar conhecimento sobre a possibilidade de ser aberto um processo contra ele na Comissão de Ética, ligou para integrantes do colegiado dizendo que apoiava a medida e pediu celeridade. "Liguei para o presidente da Comissão e pedi para que fosse revista a iniciativa de adiar a decisão sobre o processo. Vamos fazer isso logo", ressaltou.

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Apesar da maioria (cinco dos sete) dos integrantes declararem favoráveis, o processo não foi aberto imediatamente porque um dos conselheiros pediu vista - o que adiará a decisão para 14 de dezembro. Os conselheiros podem mudar o voto até a decisão final

Geddel não participou da reunião Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, comandada na manhã de hoje pelo presidente Michel Temer. O ministro chegou ao Palácio do Planalto, por volta das 12h45, logo após o encerramento do evento que contou com a participação de representantes da sociedade civil, empresários, sindicalistas e políticos.

O ministro foi acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de pressioná-lo para liberar a construção de um edifício em Salvador, empreendimento em que também teria uma unidade.
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