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Conselheiro volta atrás e comissão de Ética abre processo contra Geddel

José Saraiva foi o último conselheiro a ser nomeado, em setembro, e é o único indicado pelo governo de Michel Temer

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postado em 21/11/2016 20:10

Julia Chaib

Minervino Junior/CB/D.A Press
 
 
A Comissão de Ética da Presidência da República abriu processo de investigação contra o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, por unanimidade. A decisão foi tomada depois de o conselheiro José Saraiva, que havia pedido vista, voltar atrás e proferir voto favorável à abertura do processo. Saraiva foi o último conselheiro a ser nomeado, em setembro, e é o único indicado pelo governo de Michel Temer.
 
 
O voto de Saraiva foi acompanhado pelo outro integrante do colegiado que ainda não havia se manifestado, Marcelo Figueiredo. O presidente da comissão, Mauro Menezes, disse ter recebido uma ligação de Geddel pedindo celeridade no processo. "O ministro telefonou à comissão durante a reunião e pediu para conversar conosco. Ele se mostrou disposto a mostrar os esclarecimentos que julga pertinentes e eu expliquei ao ministro que ele terá condições de prestar esclarecimentos, apresentar as provas que quiser", contou o presidente do conselho.

Na manhã desta segunda-feira, a maioria dos conselheiros já havia se manifestado pela abertura do processo. Geddel tem 10 dias para prestar esclarecimentos à comissão. O ministro seria notificado ainda ontem da decisão. Saraiva teria recebido também uma ligação de Geddel antes de mudar de voto, o presidente do colegiado afirmou que não há conflito ou suspeição no gesto. Saraiva recebeu em 2012 o título de cidadão de Salvador pela Câmara Municipal e, em 2015, o título de Cidadão Baiano, pela Assembleia Legislativa do Estado da Bahia.

"O conselheiro Saraiva, num gesto de boa vontade, em consonância com a maioria dos conselheiros alterou seu posicionamento e passou a acatar a abertura imediata do processo", disse o presidente do colegiado. E afirmou que a matéria a respeito de Geddel é muito recente, tem apenas 48 horas, por isso, o conselheiro pensou que pudesse precisar de mais tempo para se manifestar. "Como nós não temos cargo de confiança, não abala nem interfere a nossa convicção", afirmou. O relator do caso será designado até amanhã.

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