SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Presidente da Câmara adia votação do parecer do pacote anticorrupção

Maia afirmou que vai continuar se reunindo com líderes da Casa para estudar o texto até a próxima terça-feira (29/11) e que, somente depois disso, a matéria seria levada novamente ao plenário

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 24/11/2016 15:55 / atualizado em 24/11/2016 15:59

Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag?ncia Brasil

Diante da confusão instalada no plenário e para ganhar tempo para chegar a um consenso, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu adiar a votação do pacote das medidas contra a corrupção para a próxima semana.

Maia afirmou que vai continuar se reunindo com líderes da Casa para estudar o texto até a próxima terça-feira (29/11) e que, somente depois disso, a matéria seria levada novamente ao plenário.

Ao anunciar a decisão, ele mandou recados ao Ministério Público Federal e disse que os deputados têm independência para aprovar ou rejeitar qualquer texto. "Ninguém pode se sentir ofendido por uma decisão onde o plenário da Câmara é soberano", disse.

Leia mais notícias em Política


Ele também afirmou que não haverá anistia à prática de caixa 2 e que isso é algo que tem sido usado para denegrir a imagem do Congresso. "Vamos acabar com essa história de anistia, não é anistia de um crime que não existe. Isso é um jogo de palavras para desmoralizar e enfraquecer o parlamento", disse.

Após ficar até de madrugada na Câmara, Maia voltou à Casa logo cedo e começou uma série de reuniões com líderes de praticamente todos os partidos. Pela manhã, deputados não descartavam a possibilidade de rejeitar completamente o texto do relator Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e apresentar um projeto substitutivo.

No início da tarde, os parlamentares chegaram a aprovar urgência para apreciação das medidas anticorrupção. Houve bate-boca no plenário quando deputados tentaram aprovar um requerimento para que todas as votações fossem nominais, ou seja, para que ficasse registrado como cada parlamentar votou.

A grande preocupação dos parlamentares é votar um texto que seja mais favorável à classe política. Políticos investigados na Lava Jato pressionam para que o texto do projeto traga de forma explícita a anistia ao caixa 2, para não dar brecha pata ser questionada pelo Ministério Público Federal.

Por Agência Estado

publicidade

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.
 
Leonardo
Leonardo - 24 de Novembro às 20:33
Caixa 2 é crime !

publicidade